
Vários fatores do cotidiano, que costumam passar despercebidos ou não serem levados a sério como deveriam, podem desencadear problemas de saúde. Obesidade, o consumo excessivo de sal, a baixa ingestão de água e uso abusivo de antiinflamatórios, por exemplo, podem contribuir para o desenvolvimento da insuficiência renal.
Essa doença acontece quando o rim perde sua função aos poucos, em um processo irreversível. De acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia, a doença renal crônica atinge 11% da população, sendo que 90% dessas pessoas não sabem disso. É uma doença silenciosa, que só começa a manifestar sintomas quando o rim está funcionando abaixo de 40% da sua função.
O rim não é um mero filtro do corpo. Ele também é responsável pela parte endócrina do corpo, além de prevenir anemia, controlar a pressão arterial e balancear vários níveis do organismo, como a quantidade de cálcio e fósforo, o PH, os eletrólitos e fazer o balanceamento hídrico.
De acordo a Dra. Zita Maria Leme Brito, nefrologista do Hospital 9 de Julho, antes a doença renal crônica evolua, é melhor prevenir e evitar a necessidade de terapia renal substitutiva, como a hemodiálise, a diálise peritoneal e o transplante. “Hábitos alimentares saudáveis, com baixo teor de sódio, prática diária de exercícios físicos, além de controle da pressão arterial, glicemia, obesidade e acompanhamento de qualquer alteração da função ou morfologia renal, são maneiras de ter uma vida mais saudável e evitar este mal que atinge uma parcela significativa da população“, explica.
A chave para prevenir uma condição dessas está na qualidade de vida. Evitar fumo, álcool, energéticos e praticar exercícios regularmente ajudam na prevenção de diversas doenças, incluindo as renais. “Caso exista um histórico familiar de problemas de pressão, o cuidado precisa ser redobrado. O ideal é que um check-up seja feito a cada 5 anos, aproximadamente”, completa a Dra. Zita.














