Posts com a tag ‘hiperglicemia’

Escrito em 16 de nov de 2010

Dia Mundial do Diabetes

Categorias: Diabetes    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Segundo dados da International Diabetes Federation (IDF), a cada dia surgem 500 novos casos de diabetes no país. Em todo mundo, pelo menos 245 milhões de pessoas são diabéticas. Só no Brasil, são cerca de 10 milhões de pessoas portadoras da doença.

Atento a esses números alarmantes, em 1991, foi criado o Dia Mundial do Diabetes, celebrado no dia 14 de novembro. A data foi escolhida devido ao nascimento de um dos responsáveis pela descoberta da insulina, o cientista canadense Frederick Banting, e tem o objetivo de ampliar e reforçar a conscientização de todos sobre o assunto, uma vez que o desconhecimento sobre a doença é um dos principais vilões dessa história.

Diabetes é o nome dado a doenças que causam aumento na quantidade de glicose no sangue, também conhecido como hiperglicemia, e pode ser dividido em dois tipos. O tipo 1 (ou diabetes juvenil), é uma doença auto-imune e acontece quando o corpo identifica as células produtoras de insulina como corpos estranhos por engano e passa a destruí-las. Sem a insulina produzida por elas, as células têm dificuldade em absorver o açúcar do sangue, que acaba se acumulando.

Já na diabetes do tipo 2, ou diabetes do adulto, o corpo perde sua sensibilidade à insulina ou tem uma diminuição drástica de sua produção. Esse tipo, em especial, possui maior relação com o sedentarismo e a obesidade. Sendo assim, sua prevenção e tratamento baseiam-se essencialmente na prática de exercícios físicos e na boa alimentação.

Para saber se você pode ter ou não a doença, consulte seu médico para fazer os exames adequados e fique atento aos sintomas do diabetes listados abaixo:

  • Urinar com frequência
  • Sede excessiva
  • Fome aumentada
  • Perda de peso
  • Cansaço
  • Falta de concentração e de interesse em atividades rotineiras
  • Vômitos e dores de estômago (frequentemente confundidas com gripe)
  • Sensação de formigamento ou torpor nas mãos e pés
  • Visão embaçada
  • Infecções frequentes
  • Feridas de difícil cicatrização

“O diabetes não tem cura e suas complicações podem levar a sequelas para a saúde do paciente, como: AVC, amputação de membro, cegueira, infarto, insuficiência renal, neuropatia periféricas” conta Dr. José Resende Neto, cirurgião vascular e coordenador do Centro de Diabetes do Hospital 9 de Julho. “O diabético precisa cuidar de sua dieta, fazer exames periódicos, contar com acompanhamento médico, principalmente, de um endocrinologista e ficar atento com as alterações que vai tendo durante sua vida para não ter sequelas importantes que possam alterar sua qualidade de vida.”

O Hospital 9 de Julho conta com o Núcleo de Diabetes, formado por uma equipe multidisciplinar preparada para atender todos os pacientes com patologias ligadas ao diabetes. O paciente poderá contar com os serviços de:

  • Endocrinologia
  • Nefrologia
  • Cardiologia
  • Infectologia
  • Oftalmologia
  • Dermatologia
  • Urologia
  • Cirurgia vascular e endovascular
  • Cirurgia cardíaca
  • Fisiatria
  • Ortopedia
  • Neurologia
  • Nutrologia
  • Nutricionista
  • Fisioterapia
  • Exames para diagnóstico

“O diferencial do Centro é a agilidade no atendimento ao paciente diabético, que passará em consulta com especialistas e poderá realizar todos os exames necessários no mesmo dia, fazendo com que tenha menos tempo de internação” ressalta Dr. Resende. Em outras palavras, o Centro de Referência oferece todo o atendimento que o paciente precisa em um único lugar, em um modelo que reúne troca de informações entre especialistas e acesso a recursos médicos e tecnológicos. O resultado é um ambiente com mais conforto e segurança para o paciente e seus acompanhantes.

 
Escrito em 26 de fev de 2010

Diabetes e oftalmologia

Categorias: Diabetes    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Uma das decorrências da hiperglicemia (alta concentração de glicose no sangue, provocando diabetes) é a má circulação. Por causa dela, os pequenos vasos sanguíneos do corpo podem ser prejudicados. Um dos locais onde estes danos ocorrem é na retina.

A diabetes é uma doença perigosa e pode causar alterações em diferentes órgãos do corpo humano. No olho, pode alterar vários tecidos. A catarata e o glaucoma podem ser mais freqüentes em diabéticos, mas é a retinopatia diabética a doença mais grave nesse grupo de pacientes.

A retinopatia diabética ocorre pelas alterações vasculares, que provocam lesão das paredes dos vasos oculares. Ela não ocorre imediatamente após o diagnóstico da doença, mas em decorrência das alterações glicêmicas ao longo dos anos.

Muitas vezes o paciente não sabe que tem diabetes e quando o diagnóstico da doença é feito, ele já apresenta retinopatia diabética. Sendo assim, recomendamos que seja feito um exame oftalmológico com ênfase ao exame de fundo de olho, logo que o diagnóstico de diabetes seja feito. Depois dessa primeira avaliação, o médico orienta como devem ser feitas as novas avaliações e acompanha o paciente com reavaliações anuais.

Como o próprio nome diz, a retinopatia diabética é uma doença que afeta os vasos da retina. As alterações vasculares levam à má circulação e a falta de irrigação adequada dos tecidos é um estímulo para a proliferação de novos vasos, que por sua vez não têm a estrutura de um vaso normal.
Esta formação neovascular é frágil e trata-se de uma tentativa do tecido humano em restabelecer a irrigação sanguínea necessária à retina. Estes vasos mal formados podem causar hemorragias no olho.

As hemorragias, por sua vez, podem ocorrer na retina ou dentro do olho (na cavidade vítrea) levando a uma intensa dificuldade visual. Esse quadro deve ser avaliado pelo médico oftalmologista, que pode decidir aguardar a absorção do sangue para depois fazer o tratamento adequado ou indicar uma cirurgia para limpeza do sangue.

Conforme explica a Dra. Ana Luísa Höfling-Lima, oftalmologista do Hospital 9 de Julho e professora titular do Departamento de Oftalmologia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), “a retinopatia com proliferação vascular ou ‘proliferativa’, pode ser tratada com um tipo específico de laser para uso no olho”. Esse laser é aplicado na retina que apresenta má circulação e o tratamento é conhecido como “fotocoagulação“. Equipamentos modernos de laser podem fazer o tratamento com o menor dano possível à retina. Após uma ou mais seções de tratamento, o paciente deve continuar acompanhando seu quadro clínico, atento a possíveis mudanças.

Como sempre, o melhor procedimento é a prevenção, alerta a oftalmologista. Testar o nível de açúcar no sangue permite detectar o diabetes precocemente e evita uma série de complicações, como a retinopatia diabética. “Por ser muito comum em diabéticos e ter uma progressão lenta, muitas vezes o paciente nem percebe que está perdendo a visão, ou só percebe quando é tarde demais”, avisa a Drª Hofling-Lima. Visitas regulares ao oftalmologista também ajudam a diagnosticar os danos na retina e impedir a doença de progredir. “O exame oftalmológico detecta a doença em seus primeiros estágios, e pode evitar a perda da visão”.

 
Escrito em 28 de jan de 2010

Diabetes e dermatologia: Qual a relação entre eles?

Categorias: Diabetes    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

A diabetes está ligada, diretamente, à quantidade de açúcar no sangue, no sistema circulatório e em diversos órgãos do corpo. Por isso, pode está ligada a diversas áreas médicas. Uma delas é a dermatologia, que nem sempre é relacionada pelas pessoas à hiperglicemia. Diabéticos são mais propensos a problemas de pele, o que pode inclusive facilitar o diagnóstico de diabetes em alguns casos, conforme explica a Dra. Ana Maria Sortino Rachou, médica dermatologista do Hospital 9 de Julho.

Os problemas cutâneos (de pele) mais comuns em diabéticos são as pequenas lesões de cor cinza ou amarronzadas conhecidas como acantose nigricans, bastante associadas à hiperglicemia e obesidade. Também é comum o ressecamento da pele e consequentes coceiras e erosões. “A má circulação favorece o aparecimento de manchas escuras na parte inferior das pernas por trauma ou pela hipertensão arterial associada, além de úlceras neuropáticas nas extremidades. Ou seja, são causadas por traumas em áreas com diminuição da sensibilidade. Quando há um comprometimento vascular grave pode ocorrer a grangrena de extremidades, isto é a necrose de um ou mais dedos”, afirma a dermatologista, ressaltando o que também foi dito pela Dra. Roberta Frota Villas Boas.

Dado o ressecamento da pele, diabéticos devem usar produtos hipoalergênicos para manter a pele hidratada constantemente. Produtos como sabonetes líquidos glicerinados e hidratantes em loção após o banho são recomendados. Mas cuidado. A médica avisa que “deve-se evitar o uso de óleos de qualquer tipo, pois podem conter componentes com maior potencial irritativo e não têm capacidade de hidratação das camadas mais profundas da pele”.

Os cuidados também devem ser tomados para se proteger do sol, de micoses e infecções. “O paciente diabético apresenta maior predisposição para micoses, principalmente entre os dedos e unhas”, explica a Dra. Ana Maria. Ela ressalta também que o espaço entre os dedos do pé estejam sempre limpos e secos, pois qualquer ferida causada por uma “frieira” pode servir de entrada para bactérias. Quanto ao sol, a médica recomenda que qualquer exposição além de alguns poucos minutos no início da manhã, que é saudável para a produção de vitamina D, ocorra com o uso de filtros solares hipoalergênicos. Dessa forma, eles vão progeter a pele de raios ultravioleta.

Assim, fique atento à sua pele e procure um dermatologista caso note alguma alteração ou sintoma. Pode ser a indicação de diabetes ou alguma outra condição de saúde. Completando as recomendações, a Dra. Ana Maria explica: “Infecções da pele que não saram ou vão e voltam com freqüência, diminuição da sensibilidade nas extremidades com pequenos cortes e até bolhas, queimação ou dor em agulhadas nas pernas e pés, além de diminuição ou aumento da sudorese e coceiras crônicas podem indicar problemas clínicos.”

 
Escrito em 26 de jan de 2010

O que é a diabetes?

Categorias: Diabetes    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Diabetes é o nome dado a doenças que causam aumento na quantidade de glicose no sangue (hiperglicemia). A glicose é muito importante para nosso metabolismo e é a principal fonte de energia do corpo. Mas não é por ser necessária que pode estar presente no sangue sem controle. O aumento do índice glicêmico gera uma série de problemas, em sua maioria, circulatórios. Segundo a Dra. Roberta Frota Villas Boas, endocrinologista do Hospital 9 de Julho, se não há um controle na quantidade de glicose no sangue, “todo o sistema vascular do diabético é comprometido, principalmente a circulação periférica, membros inferiores, dos olhos, ouvidos, rins e coração.”

Esse aumento pode ocorrer por vários motivos. Na diabetes tipo 1, ou diabetes juvenil, acontece uma resposta auto-imune do corpo (um ataque a si mesmo) contra as células produtoras de insulina no pâncreas. Sem a insulina produzida por elas, as células têm dificuldade em absorver o açúcar do sangue, que acaba se acumulando. Este tipo de diabetes geralmente se manifesta cedo e subitamente, quando a criança ou o adolescente começa a urinar com frequência ou perder peso sem causa aparente. No entanto, quando descoberta, pode ser tratada com injeções de insulina.

Já na diabetes do tipo 2, ou diabetes do adulto, o corpo pode perder a sensibilidade à insulina ou diminuir a produção dela. O tipo 2 é muito mais comum e sua incidência vem aumentando progressivamente. Suas consequências são as mesmas da diabetes tipo 1: hiperglicemia e problemas circulatórios. O tratamento pode ser feito com remédios que aumentem a sensibilidade ou estimulem a produção de insulina e em muitos casos é utilizada a própria insulina. Como essa condição pode ocorrer gradualmente, não é raro o diabético só descobrir a doença depois de conviver anos com o problema. Segundo a endocrinologista, “é comum a pessoa só descobrir por acaso, em um exame de rotina ou pré-operatório. Há casos de quem descubra em campanhas promovidas na empresa que trabalha. Por isso é importante checar a glicemia sempre.”

Há também a diabetes gestacional, que é uma hiperglicemia durante o período da gravidez. Embora exija cuidados e possa se resolver com o fim da gravidez, aumenta as chances da mãe posteriormente desenvolver diabetes tipo 2.

As causas também variam de acordo com o tipo de diabetes. A diabetes tipo 1 tem uma grande influência genética e alguma ambiental, como infecções. A do tipo 2 possui alguma influência genética, já que a ocorrência na família é um indicador de probabilidade, mas o principal componente é ambiental. O aumento de peso, tabagismo e a falta de exercício contribuem bastante. Conforme a Dra. Roberta explica, “a obesidade é um dos maiores fatores de risco para a diabetes do tipo 2. Como a população em geral está cada vez mais pesada, a incidência deste tipo tem crescido.”

Embora a diabetes juvenil não possa ser prevenida, a diabetes do adulto pode. Uma alimentação equilibrada, controle do peso e exercícios físicos regulares podem contribuir muito para evitá-la ou retardar o seu aparecimento. “O diabético sofre com algumas complicações em seu organismo, seu sistema vascular é comprometido e, com isso, são mais frequentes as infecções e problemas cardíacos. Quem tem histórico desta doença na família deve se cuidar mais. Perder peso e não fumar são medidas bastante eficientes para isso”, completa a Dra Roberta, ressaltando que os hábitos de vida são muito importantes na prevenção da doença.