Posts com a tag ‘hipertensão arterial’

Escrito em 17 de abr de 2013

Insônia, ansiedade e outros sentimentos podem prejudicar o coração?

Categorias: Sua Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

A resposta correta é que tudo em excesso faz mal. O nosso corpo é como a apresentação de uma orquestra, em que todos os instrumentos precisam estar regulados e funcionando em perfeita sintonia.

Os sentimentos são processados no cérebro, que dá os comandos para que o corpo reaja da maneira certa para cada ocasião. Em uma situação de perigo, libera hormônios como a adrenalina que permitem uma reação rápida, como a defesa ou a fuga. O mesmo processo acontece quando estamos ansiosos ou tristes, ou ainda depois de ficarmos muitas noites sem dormir direito e temos muito sono ou diminuição da concentração durante o dia.

Algo está errado quando você passa a maior parte do tempo com o corpo trabalhando em desequilíbrio.

“Quadros prolongados de estresse, ansiedade, tristeza ou insônia precisam de uma avaliação multidisciplinar criteriosa, pois as substâncias liberadas nessas situações podem sobrecarregar o organismo, inclusive o coração”, explica o Dr. Marcelo Paiva, coordenador do Núcleo de Cardiologia do Hospital 9 de Julho.

Hipertensão Arterial, Obesidade e Diabetes estão entre as doenças crônicas associadas ao mau funcionamento do corpo – e a irregularidade emocional prolongada está entre os fatores que as desencadeiam. “Precisamos diferenciar os sentimentos normais do dia a dia do que é patológico. Uma pessoa que passa a maior parte do tempo estressada, ou que dorme mal por meses a fio vai acabar tendo uma repercussão na saúde”, adverte.

Se você perceber que tem passado muito tempo com a sua orquestra desafinada, se está respondendo de forma exagerada a situações normais do cotidiano ou se não consegue dormir com regularidade ou qualidade, procure ajuda médica. Os seus “instrumentos” agradecem!

 
Escrito em 25 de mar de 2011

Disfunção erétil pode indicar doenças cardiovasculares no futuro

Categorias: Cardiologia    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

A disfunção sexual masculina, ou disfunção erétil, não deve mais ser tabu entre homens. Essas falhas de ereção, independente da intensidade, podem indicar a possibilidade de um evento cardiovascular em um futuro próximo (entre 5 a 8 anos). Essas indicações podem levar a diversos problemas cardiovasculares, como infarto do miocárdio, derrame cerebral, aneurismas e insuficiência renal, entre outros.

Sabe-se que mais de de 95% das causas da disfunção erétil são orgânicas, enquanto menos de 5% são psicogênicas – quadro inverso do que se acreditava até 2010. Entre as causas orgânicas estão colesterol ou triglicérides aumentados, diabetes mellitus, hipertensão arterial grave e baixa de hormônios (testosterona). Essas doenças podem ocorrer separadamente, mas comumente estão associadas e agravadas pelo tabagismo, pela vida sedentária e pela má alimentação.

No caso do tabagismo, dificilmente quem chegou aos 50 ou 60 anos deixa de apresentar impotência sexual, pois o efeito do tabaco é o mesmo de uma diabetes ou hipertensão não controlados: as substâncias contidas no tabaco atuam fechando as artérias, dificultando a passagem de sangue e a ereção. Além do sedentarismo e da má alimentação, a baixa na testosterona também está relacionada ao aumento da obesidade. A reposição de testosterona é indicada em alguns casos, pois ela baixa os níveis de colesterol, triglicérides e ainda faz a pessoa perder barriga mesmo sem fazer atividade física.

A descoberta dessa relação foi comprovada por diversos estudos científicos e é bastante recente. Segundo o Dr. Paulo Rodrigues, urologista do Hospital 9 de Julho, já se sabia que as mortes cardíacas masculinas são mais frequentes que as femininas. Agora, graças à comprovação feita pelos estudos, é possível detectar a situação com antecedência e reverter o quadro antes de uma complicação. “A disfunção sexual em homens pode ser o primeiro evento, sinal ou prólogo que justificaria uma pesquisa mais profunda para se determinar se há uma causa orgânica, responsável pela queixa de impotência”, explica o médico.

Ainda segundo o Dr. Paulo, como os estudos são relativamente recentes, é preciso procurar um médico que tenha esse conhecimento. “Geralmente cardiologistas, endocrinologistas e urologistas tendem a ser os especialistas que mais acompanham a literatura específica relacionada ao problema. Caso o médico não dê atenção devida, é melhor procurar outro que inicie um tratamento”, comenta.

Há estudos que comprovam que o uso do Viagra à noite, antes de dormir, mesmo que não ocorram relações sexuais, depois de quatro semanas, promove uma melhora da qualidade e quantidade de ereções noturnas, que são regulares e involuntárias para impedir a perda de elasticidade do pênis. Com esse uso, as ereções estimuladas durante o dia pelo medicamento teriam a mesma função que as ereções noturnas involuntárias.

Em caso de problemas de ereção, procure um médico; além de solucionar o problema atual, você pode prevenir complicações futuras.

 
Escrito em 20 de mai de 2010

Quais são as doenças tratadas pelo Centro do Rim?

Categorias: Centro do Rim    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

O Centro do Rim atende todas as doenças que envolvem o rim e possíveis complicações em outros órgãos, interagindo com as demais especialidades, buscando não só o diagnóstico precoce e a instituição rápida do tratamento, como a prevenção das principais doenças renais. As mais freqüentes são as nefrites e os cálculos renais, além da doença renal crônica, principalmente decorrente do diabetes mellitus e hipertensão arterial. Também atendemos pacientes que já têm doença renal crônica avançada, preparando-os para iniciar o tratamento dialítico e programação de transplante renal quando indicado.

 
Escrito em 19 de mai de 2010

A influência do cigarro no desempenho sexual

Categorias: Sua Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

O Hospital 9 de Julho se preocupa com a sua saúde, e por isso, iniciamos hoje mais uma série de posts. O tema da vez: os impactos que o cigarro causa no corpo humano. A ideia é que você esteja munido de informações quando tomar suas próprias decisões em relação ao tabagismo. Essa série faz parte das iniciativas do H9J para divulgar o Dia Mundial Sem Tabaco, lembrado no dia 31 de maio. Confira o material preparado pelo Dr. Cid Zauli, urologista do Hospital 9 de Julho, sobre a relação entre impotência sexual e o fumo.

Em 1979, pela primeira vez, foi constatado que pacientes jovens quando paravam de fumar apresentavam uma melhora no desempenho sexual, segundo Forsberg. Não é apenas uma brincadeira, quando se diz que esse é o motivo pelo qual, homens fumam após o ato sexual e não antes, já que, comprovadamente, fumar causa impotência sexual. E há vários motivos para isso, todos envolvendo a capacidade vascular do membro masculino: os mecanismos são relacionados ao controle de chegada e saída do sangue ao órgão.

Sabe-se que a nicotina afeta a capacidade de relaxamento das artérias que levam sangue ao pênis e a ereção nada mais é do que o resultado entre chegada de sangue limpo e retenção dele pelo pênis. A nicotina também afeta a produção da substância óxido nítrico, que atua no mecanismo de retenção do sangue, por isso manter a rigidez fica mais difícil. Além disso, afeta também a elasticidade das artérias, tornando-as mais estreitas e dificultando a chegada do sangue.

Normalmente, o tabagismo causa outras doenças como hipertensão arterial, que contribui para a piora desse mecanismo. Já é fato conhecido que homens que fumam apresentam melhora no desempenho sexual quando param de fumar. E depois do ato sexual, há muitas outras coisas para serem feitas, que não somente fumar.

Lei Seca, álcool e traumas

O Hospital 9 de Julho inicia mais uma série Sua Saúde, falando sobre os malefícios do tabagismo. Nosso objetivo é informar a população, sem censurar as escolhas de cada indivíduo, para que cada um possa tomar a melhor decisão para sua saúde e seu bem estar. Se você se interessar, confira também os posts da série Sua Saúde sobre os efeitos do álcool no organismo.

 
Escrito em 01 de out de 2009

Teste Ergométrico

Categorias: Medicina do Exercício e do Esporte    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

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Você tem ideia de como está a sua capacidade aerobia? Se a sua resposta for negativa, talvez seja o momento de considerar a realização de um teste ergométrico. Ao iniciar um programa de condicionamento físico saiba que é preciso muito mais do que uma roupa adequada. Antes de dar os primeiros passos, é fundamental saber se o seu organismo está preparado para suportar a carga de exercícios que você pretende realizar.

Conhecido também como teste de esforço, ele possibilita a investigação da saúde cardiovascular de uma maneira bastante simples. Nele, o paciente é submetido a um esforço físico sobre uma esteira ou bicicleta ergométrica, numa intensidade que é aumentada a cada 2 minutos, até que a pessoa atinja a fase de cansaço intenso ou quando o médico responsável pelo acompanhamento da avaliação achar necessário. Durante esse teste, são avaliadas possíveis alterações no eletrocardiograma, na pressão arterial e nos batimentos cardíacos.

Os resultados dão indicativos de eventuais problemas cardiocirculatórios que podem acometer o paciente, dependendo da intensidade do esforço físico empregada, como infarto do miocárdio, arritmias cardíacas e evolução de quadros como angina, hipertensão arterial e doenças crônicas do coração. Por isso, tão importante quanto diagnosticar essas doenças é conhecer a aptidão cardio-respiratória da pessoa, o que permitirá orientar exercícios físicos e cuidados com a saúde para a prevenção desses quadros.

Portanto, antes de colocar o pé na pista ou na academia, lembre-se dos benefícios que a realização de um teste ergométrico pode trazer para a sua saúde. Ao saber como está a sua aptidão física, você pode se exercitar com mais segurança, além de melhorar a sua performance e seus resultados.