Posts com a tag ‘HIV’

Escrito em 19 de dez de 2011

AIDS

Categorias: Sua Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

1o de dezembro foi o Dia Mundial de Combate à Aids. A doença, que já foi estigmatizada como capaz de atingir somente homossexuais, usuários de drogas e prostitutas, está na verdade presente em todos os setores da sociedade – não so no chamado ‘grupo de risco’. Aids ainda é a sexta causa de morte entre pessoas de 25 a 44 anos nos EUA. Em 1995, a doença era a primeira causa de morte para pessoas nessa faixa etária no país.

Um relatório divulgado em novembro pela Unaids, organização da ONU que compila dados sobre a síndrome, indicou que o número de infecções e de mortes pela doença caiu 21% nos últimos 13 anos. Isso não significa que os cuidados de prevenção devam ser mantidos.

A Aids deteriora o sistema imunológico, responsável por combater as doenças. “O HIV pode causar dano direto a alguns órgãos, como o cérebro, o rim, a medula óssea. Além disso, o HIV interefere diretamente no funcionamento de uma célula fundamental do sistema imunológico, chamada de linfócito T CD4. Ao atacar estas células, o HIV faz com que a imunidade do portador seja comprometida”, explica a infectologista do Hospital 9 de Julho, doutora Sumire Sakabe.

Sem essa defesa, nosso organismo fica debilitado e pode sucumbir diante de infecções que seriam facilmente combatidas no corpo de alguém sem a síndrome. Mas é importante dissociar o portador do vírus do portador da doença: quem contrai o vírus muito provavelmente terá Aids se não fizer tratamento. Mas é exatamente esse tratamento que evita que o organismo, mesmo com o vírus, desenvolva a Aids, e protege o indivíduo dessas chamadas ‘infecções oportunistas’.

O vírus HIV, responsável pela Aids, pode ser transmitido por meio de qualquer tipo de contato sexual, pelo sangue e de mãe pra filho, durante a geração do feto ou na amamentação. É importante esclarecer que picadas de mosquito, contato físico em esportes ou casual – como abraços e beijos – e usar objetos tocados pela pessoa infectada não transmitem o vírus.

Os sintomas são difíceis de detectar, porque um portador do vírus pode permanecer por 10 anos ou até mais sem manifestar nenhum sintoma, e mesmo assim, poderá transmitir a doença nesse período. Febre, manchas pelo corpo, gânglios aumentados e diarreia podem aparecer logo depois da infecção, mas esses sintomas podem ser confundidos com outra infecção, e a maioria dos pacientes fica um longo tempo sem apresentar sintomar depois disso.

Por isso, é fundamental o uso de preservativo em todas as relações sexuais, não compartilhar nunca agulhas ou seringas, não dispensar o acompanhamento pré-natal durante a gravidez e evitar contato com o sangue de outras pessoas.

“O tratamento antirretroviral permite, até o momento, apenas o controle da doença e não a sua cura. Assim, se o tratamento for suspenso ou realizado de forma irregular, ele poderá não surtir o melhor efeito e além disso, o HIV pode ficar resistente aos medicamentos”, explica a doutora Sakabe. Para detectar o HIV, é preciso realizar exames específicos para isso. O governo brasileiro mantém os CTA, Centros de Testagem e Aconselhamento, onde qualquer um pode fazer exame gratuito para detectar o HIV e receber orientação sobre a doença. Ligue para o Disque DST/Aids: 0800 16 25 50 para descobrir o CTA mais próximo da sua casa.

 
Escrito em 16 de dez de 2011

AIDS: esclareça suas dúvidas

Categorias: Sua Saúde, Vídeos    Autor: Hospital 9 de Julho   
 
Existem muitos mitos sobre a AIDS: maneiras de contágio, prevenção, tratamento.

A Dra. Sumire Sakabe, Especialista em Infectologia do Hospital 9 de Julho, esclarece algumas dúvidas sobre a doença no #seegravee9.

 
Escrito em 01 de dez de 2010

Dia Mundial de Combate à AIDS

Categorias: Falando em Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

 
Escrito em 01 de dez de 2009

Sexo não tem idade, proteção também não

Categorias: Institucional    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

AtitudeO título do texto é o slogan deste ano para a campanha do Dia Mundial de Combate à AIDS, que acontece hoje. Segundo o próprio site do Ministério da Saúde, o dia 1º de Dezembro foi escolhido em 1987 pela ONU e pela Assembléia Mundial de Saúde, como uma data simbólica para incentivar a solidariedade, tolerância, compaixão e compreensão para com o soro-positivo.

O Hospital 9 de Julho preparou uma campanha de conscientização que envolveu funcionários do hospital e estabelecimentos das redondezas. Foram distribuídos informativos aos funcionários e cartazes em pontos-chave do hospital, reforçando a importância do uso de preservativos. Em bares, cinemas e boates da região, foram colocados cartões em parceria com a MiCA Mídia Cards, visando conscientizar os frequentadores desses ambientes.

O tema da campanha governamental de 2009 é o preconceito, ainda muito presente no cotidiano do soro-positivo. Essa idéia, porém, está mais ligada ao pensamento de grupos de risco, que caiu em desuso. “Hoje em dia, fala-se de comportamento de risco” – explica a Dra. Regina Tranchesi, diretora técnica e infectologista do Hospital 9 de Julho. Ou seja, qualquer tipo de pessoa pode contrair o vírus HIV, inclusive você leitor. “Existem homossexuais que não têm atitudes de risco. E cada vez mais, – continua a Dra. Regina –  atendemos pessoas heterossexuais casadas, que se expuseram a situações de risco. Com os novos medicamentos para ereção, o homem passou a ter uma vida sexual ativa por mais tempo. Com isso, homens de 60 a 70 anos também ficaram mais suscetíveis à doença, por serem mais resistentes ao uso de preservativos”.

A forma mais comum de contágio ainda é a sexual: relações sem preservativo. Com o uso da camisinha, previne-se a transmissão sexual. No entanto, é preciso utilizá-la de maneira correta, ou seja, verificando se o preservativo está dentro do prazo de validade, guardado em local apropriado, longe de sol e umidade, além é claro de colocar o preservativo corretamente. Se a camisinha for mal colocada e estourar, o melhor é procurar atendimento imediato. Um médico poderá orientar sobre o que fazer.

Ainda segundo a infectologista, a introdução dos coqueteis de medicamentos aumentou bastante a sobrevida de pacientes soros-positivos, mas trata-se de um tratamento, e não de uma cura. Por isso, os casos não diminuíram. Uma reportagem da Folha de S.Paulo, de 26 de novembro, apontou que os casos de HIV positivo no país aumentaram 24% nos últimos dez anos, principalmente em municípios menores, com menos acesso à informação. Nos estados do Amazonas e do Piauí, por exemplo, existem cidades com aumento de mais de 300% em casos de contágio.

O Hospital 9 de Julho tem em seu centro médico uma equipe de infectologia preparada para atender a qualquer tipo de emergência e a responder demais dúvidas sobre o assunto. Você tem perguntas? Entre em contato.