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Escrito em 16 de fev de 2011

Cuidado com o stress!

Categorias: Falando em Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Ao contrário do que pode se pensar, o stress não é apenas um sintoma de cansaço. Um importante fator para o desenvolvimento dessa condição é a ausência de atividade física, além das reações emocionais a fatos e ocorrências do cotidiano.

O stress é causado por uma reação do organismo a estímulos externos – em sua maioria – negativos. Os sistemas circulatório e respiratório são os mais afetados á curto prazo, devido ao aumento da adrenalina em nosso organismo.

De acordo com os estudos publicados pelo Doutor Hans Selye em 1936, o stress pode ser definido como a resposta do organismo para eventos ocorridos no ambiente, além do desgaste físico e mental que essa resposta gera. Ansiedade e depressão também podem estimular esta condição.

O stress pode estar relacionado a diversas doenças, como catalisador de situações de risco para o organismo. Ele está relacionado a doenças cardiovasculares, hipertensão, artrite, cefaléias, AVCsdiabetes e até mesmo casos de infertilidade. Efeitos menores, como dificuldade para dormirirritabilidadefalta de energia e de concentração também podem ocorrer devido ao stress.

Para prevenir-se desses males causados pelo stress e reduzir seu efeito, basta seguir alguns passos simples:

  • Relaxe. Existem diversas maneiras para relaxar, e você deve buscar o que se adapta melhor ao seu estilo de vida, como meditação, yoga, música, etc.
  • Pratique exercícios físicos regularmente ou escolha um esporte de sua preferência para praticar.
  • Encontre um hobby: isso pode te auxiliar na concentração e, ao mesmo tempo, relaxar sua mente, diminuindo o stress.
  • Procure um especialista para balancear sua dieta. O consumo de bebidas alcoólicas e o fumo também podem aumentar seu nível de stress, ao contrário do que se pensa.
  • Procure dormir entre 7 e 9 horas por noite. Isso também auxiliará na manutenção do seu sistema imunológico, mantendo as defesas do seu corpo estáveis.
  • Planeje seu tempoestabeleça limites para suas atividades. Reserve um tempo do seu dia para você mesmo: até poucos minutos diários de relaxamento podem fazer uma grande diferença.
 
Escrito em 04 de nov de 2010

Por entrelinhas

Categorias: Quem faz o H9J    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Médico responsável pelos serviços de Neurocirurgia do Hospital 9 de Julho, Dr. Luiz Carlos Favaro, nas horas vagas dedica seu tempo a cultivar livros. O interesse pela leitura vem desde a infância: “Sempre gostei de livros. Quando aprendi a ler comecei a colecionar livros”. Hoje dono de uma coleção de cerca de 2000 livros, guarda ainda alguns poucos dessa época. “Quando era pequeno, os livros eram muito caros, uma raridade, ganhávamos dois ou três por ano”, relembra.

Nascido no interior de São Paulo, mudou-se para Rio Grande do Sul, onde formou-se em Medicina, voltando pouco tempo depois para São Paulo para fazer sua residência. Além disso, chegou a cursar a universidade de Edimburgo, na Escócia. Com tantas mudanças de endereço, alguns livros acabaram ficando perdidos pelo caminho. Se não fosse por isso, sua coleção hoje seria ainda maior.

Com livros espalhados por todo o apartamento, a biblioteca privada do Dr. Favaro conta com diversas edições sobre Ciências Humanas, grande paixão do médico. Ele também possui o diploma de bacharelado em Filosofia, mãe de todas as ciências humanas, que levou-o a ler mais e mais, buscando livros dos mais diversos assuntos, desde Sociologia e Política, até Antropologia e História. Fã de Karl Marx, Santo Agostinho e Descartes, ele acredita que as ideias propostas por esses filósofos ainda continuam vigentes nos dias de hoje.

 “Lembro que um professor de Filosofia dizia: ‘Cuidado com a pessoa que lê um livro só, a opinião dele é fundamentada apenas naquele um livro’.” Conselho desse médico a todos que pretendem iniciar uma biblioteca privada: independente do interesse literário, o ideal é diversificar. “Ela (biblioteca) funciona como um espelho”, afirma. Por meio do conteúdo de uma biblioteca é possível analisar a pessoa, saber com quem estamos lidando.

Além disso, Dr. Favaro acredita que cada livro é como um filho, todos têm uma história. Às vezes a procura por uma edição específica pode demorar anos até que se consiga um exemplar. Já aconteceu de não chegar a achar o livro em si, mas uma cópia. Na hora da compra, o médico faz uso de alguns critérios, como: referencias bibliográficas de livros que possam agradá-lo e indicações em palestras e cursos, além de ter uma atenção especial a respeito do autor, editora e, principalmente, do tradutor.

Apesar de já ter vivido no exterior, o médico tem, em sua maioria, livros em português. “Não gosto muito de livros em outros idiomas, pois mesmo com o domínio da língua estrangeira, perde-se muito tempo para ler”. E como tempo é algo muito importante na profissão de um médico, ele acaba tendo que priorizar livros na língua nativa.

Seus projetos para o futuro incluem catalogar todos seus livros, organizando-os em locais mais adequados. “Tenho dois, três volumes do mesmo livro, pois é difícil encontrar, então acabo comprando a mais para sempre ter em mãos.” Além disso, como sua coleção inclui algumas preciosidades, “não gostaria que caíssem nas mãos de vendedores que os comercializariam por quilo”. Por isso, o Dr. Favaro pretende doar sua coleção para uma biblioteca pública, desde que a escolhida tenha um bom serviço de manutenção, garantindo o devido cuidado e respeito que os livros merecem, assim como seus pacientes.

 
Escrito em 30 de mar de 2010

4×4 além da mesa de cirurgia

Categorias: Quem faz o H9J    Autor: Átila Iamarino   
 

O Dr. Araripe Varella, cirurgião do Aparelho Digestivo, do Hospital 9 de Julho, em princípio, segue o padrão dos médicos. Rigoroso com sua agenda, atento aos seus plantões, objetivo. No entanto, o motivo da entrevista [e desse post] é justamente o fato do Dr. Araripe ser um pouco diferente do tipo de cirurgião que conhecemos. Durante os finais de semana que tem folga, ele deixa a rotina da cidade de São Paulo e a concentração das mesas de cirurgias para se dedicar a outra aventura: trilhas e jipe. Sua paixão começou aos poucos, quando decidiu comprar um jipe em parceria com um amigo.

Dr. Araripe tentava chegar à praia de Castelhanos, na Ilha Bela, e descobriu que um utilitário popular não era o suficiente para a trilha. Ele já tinha ouvido falar do lugar e de como o caminho podia ser um passeio à parte, para quem conseguisse chegar. Considerou o jipe em sociedade, mas Antônio Ferme, amigo e primo da esposa do cirurgião, preferiu algo mais próximo de um SUV. O médico comprou um utilitário mais esporte e trilhas mais tranquilas eram a maioria dos destinos.

No entanto, os carros ficaram castigados demais e então, decidiram comprar um Willys, ano 82. O carro foi ideal para o tipo de trilhas que passaram a fazer, mais agressivas. As aventuras foram crescendo e Dr. Araripe vendeu sua parte do Willys 82 para o amigo e comprou um Bandeirante. A essa altura, o sogro também havia tomado gosto pelas aventuras! Além das novas possibilidades de trilhas, o jipe aproximou mais ainda o médico de seu sogro. “Nas nossas últimas viagens, minha esposa acabou indo no nosso carro do dia a dia e fomos eu e meu sogro no jipe, conversando sobre carros, claro, mas também sobre outras coisas de nossas vidas”.

Assim, Dr. Araripe em pouco tempo, passou a fazer caminhos alternativos, combinados a um bom destino, como ir a São Sebastião pela estrada da Petrobrás, sem usar a Tamoios. “Já fiz algumas boas viagem de jipe. A última foi ir a Trancoso, na Bahia, pois assim poderíamos passear na praia também”, contou o médico.

É em busca de ‘problemas’ e dificuldades que o cirurgião usa seu tempo livre. “Estávamos na trilha de Campos do Jordão, havia chovido muito. No meio do caminho passamos por um lugar alagado. O Willys do meu amigo passou, já que estava com um pneu 70% terra, 30% asfalto. O meu ficou no meio do alagamento e entrou água no jipe até a altura do banco. Ficamos três horas esperando alguma ajuda, já que não conseguíamos puxar meu carro, devido à quantidade de lama no terreno. Uma Land Rover passou por nós e ofereceu ajuda. Ela enganchou no Willys do Antônio, que enganchou no meu Bandeirante e só assim conseguimos tirar o carro.”

Ele garante que apesar do contratempo, é isso que faz a aventura. Algo muito diferente ao seu dia a dia, mas que guarda algumas semelhanças entre as duas atividades.

“Para realizar uma cirurgia é necessário a presença de uma equipe qualificada, material adequado, local apropriado e técnica apurada. Se faltar alguma dessas quatro coisas, corremos um risco muito grande para realizar o procedimento. Para percorrer uma trilha, não é muito diferente. Sempre, sempre, é indispensável a presença de mais um jipe com você, com equipe qualificada, caso ocorra algum imprevisto muito sério. Não pode faltar também o equipamento adequado: guincho, pneu estepe, macaco, entre outros. O local é a própria trilha, com suas imprevisibilidades inerentes! A técnica é, também, parte fundamental. Por exemplo, se você está subindo uma rampa e as quatro rodas deslizam, o que você faz pra descer? Se frear, o carro descerá sem controle. Por isso, é necessário engatar a marcha ré, para dar tração e não perder o controle do jipe”.

Por isso, o zelo do cirurgião permite que os pequenos problemas continuem pequenos e acabem complementando as trilhas, sem deixá-lo na mão. “Sempre quebra alguma coisa. Uma vez foi o banco do passageiro, outra o limpador de parabrisa e na outra caiu um farol… Mas nunca voltei para casa guinchado ou tive de ficar esperando mecânico”, diz o médico.