Posts com a tag ‘infarto do miocárdio’

Escrito em 25 de mar de 2011

Disfunção erétil pode indicar doenças cardiovasculares no futuro

Categorias: Cardiologia    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

A disfunção sexual masculina, ou disfunção erétil, não deve mais ser tabu entre homens. Essas falhas de ereção, independente da intensidade, podem indicar a possibilidade de um evento cardiovascular em um futuro próximo (entre 5 a 8 anos). Essas indicações podem levar a diversos problemas cardiovasculares, como infarto do miocárdio, derrame cerebral, aneurismas e insuficiência renal, entre outros.

Sabe-se que mais de de 95% das causas da disfunção erétil são orgânicas, enquanto menos de 5% são psicogênicas – quadro inverso do que se acreditava até 2010. Entre as causas orgânicas estão colesterol ou triglicérides aumentados, diabetes mellitus, hipertensão arterial grave e baixa de hormônios (testosterona). Essas doenças podem ocorrer separadamente, mas comumente estão associadas e agravadas pelo tabagismo, pela vida sedentária e pela má alimentação.

No caso do tabagismo, dificilmente quem chegou aos 50 ou 60 anos deixa de apresentar impotência sexual, pois o efeito do tabaco é o mesmo de uma diabetes ou hipertensão não controlados: as substâncias contidas no tabaco atuam fechando as artérias, dificultando a passagem de sangue e a ereção. Além do sedentarismo e da má alimentação, a baixa na testosterona também está relacionada ao aumento da obesidade. A reposição de testosterona é indicada em alguns casos, pois ela baixa os níveis de colesterol, triglicérides e ainda faz a pessoa perder barriga mesmo sem fazer atividade física.

A descoberta dessa relação foi comprovada por diversos estudos científicos e é bastante recente. Segundo o Dr. Paulo Rodrigues, urologista do Hospital 9 de Julho, já se sabia que as mortes cardíacas masculinas são mais frequentes que as femininas. Agora, graças à comprovação feita pelos estudos, é possível detectar a situação com antecedência e reverter o quadro antes de uma complicação. “A disfunção sexual em homens pode ser o primeiro evento, sinal ou prólogo que justificaria uma pesquisa mais profunda para se determinar se há uma causa orgânica, responsável pela queixa de impotência”, explica o médico.

Ainda segundo o Dr. Paulo, como os estudos são relativamente recentes, é preciso procurar um médico que tenha esse conhecimento. “Geralmente cardiologistas, endocrinologistas e urologistas tendem a ser os especialistas que mais acompanham a literatura específica relacionada ao problema. Caso o médico não dê atenção devida, é melhor procurar outro que inicie um tratamento”, comenta.

Há estudos que comprovam que o uso do Viagra à noite, antes de dormir, mesmo que não ocorram relações sexuais, depois de quatro semanas, promove uma melhora da qualidade e quantidade de ereções noturnas, que são regulares e involuntárias para impedir a perda de elasticidade do pênis. Com esse uso, as ereções estimuladas durante o dia pelo medicamento teriam a mesma função que as ereções noturnas involuntárias.

Em caso de problemas de ereção, procure um médico; além de solucionar o problema atual, você pode prevenir complicações futuras.

 
Escrito em 24 de mai de 2010

O tabagismo e suas complicações

Categorias: Sua Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Convidamos o Dr. José Resende Neto, cirurgião vascular do Hospital 9 de Julho, para participar da nossa série de posts sobre o uso do tabaco e sua relação com a saúde. Essa série faz parte das iniciativas do H9J para divulgar o Dia Mundial Sem Tabaco, lembrado no dia 31 de maio. Confira o material que o Dr. Resende preparou especialmente para alertar as mulheres que fazem uso do cigarro.

O tabagismo é um fator de risco altamente relevante para o surgimento de patologias vasculares. Fumar tende a piorar doenças como a Obstrução Arterial Crônica de Membros Inferiores e a Tromboangeite Obliterante. Nessas patologias, o fumo é considerado o principal fator predisponente e pode levar a amputação de um membro, em casos extremos. Em alguns casos, como na presença do diabetes mellitus associado ao cigarro, a obstrução arterial tende a aumentar para quase 90% a necessidade de amputação.

Esses dados são conhecidos por boa parte da população, já que saem constantemente na imprensa. Mas acredito que ainda não haja um conhecimento adequado dos problemas causados pelo uso concomitante do cigarro e da pílula anticoncepcional, e por isso sinto a necessidade de reforçar a temática.

A mistura formada pelas substâncias absorvidas no ato de fumar, somadas a uma Terapia de Reposição Hormonal (TRH) ou ao uso contínuo de píluas anticoncepcionais, pode levar à trombose venosa profunda de membros inferiores (TVP), flebite, AVC (derrame cerebral) e infarto do miocárdio. Problemas sérios, que merecem a atenção das mulheres.

Dependendo da localização anatômica da trombose, que nada mais é do que um coágulo dentro da veia, ela pode deslocar esse pequeno êmbolo para o pulmão. Como esse êmbolo é maior do que a artéria da região, acontece o que chamamos de embolia pulmonar, uma doença grave e que pode ser fatal, dependendo do tamanho do infarto pulmonar.

A pílula anticoncepcional aumenta a viscosidade do sangue, e o cigarro pode provocar alterações nas paredes do vaso sanguíneo, aumentando o risco de formação de coágulos. Em mulheres hipertensas, com doenças do coração e que tenham varizes, o risco de TVP é ainda maior. O risco de AVC aumenta para algo entre 2% e 3% entre mulheres que fumam e usam pílulas anticoncepcionais. Esse perigo é maior em mulheres acima de 35 anos. Definitivamente cigarro e anticoncepcional, ou Terapia de Reposição Hormonal (TRH), não combinam.

Lei Seca, álcool e traumas

O Hospital 9 de Julho inicia mais uma série Sua Saúde, falando sobre os malefícios do tabagismo. Nosso objetivo é informar a população, sem censurar as escolhas de cada indivíduo, para que cada um possa tomar a melhor decisão para sua saúde e seu bem estar. Se você se interessar, confira também os posts da série Sua Saúde sobre os efeitos do álcool no organismo.

 
Escrito em 01 de out de 2009

Teste Ergométrico

Categorias: Medicina do Exercício e do Esporte    Autor: Dr. Pablius Braga   
 

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Você tem ideia de como está a sua capacidade aerobia? Se a sua resposta for negativa, talvez seja o momento de considerar a realização de um teste ergométrico. Ao iniciar um programa de condicionamento físico saiba que é preciso muito mais do que uma roupa adequada. Antes de dar os primeiros passos, é fundamental saber se o seu organismo está preparado para suportar a carga de exercícios que você pretende realizar.

Conhecido também como teste de esforço, ele possibilita a investigação da saúde cardiovascular de uma maneira bastante simples. Nele, o paciente é submetido a um esforço físico sobre uma esteira ou bicicleta ergométrica, numa intensidade que é aumentada a cada 2 minutos, até que a pessoa atinja a fase de cansaço intenso ou quando o médico responsável pelo acompanhamento da avaliação achar necessário. Durante esse teste, são avaliadas possíveis alterações no eletrocardiograma, na pressão arterial e nos batimentos cardíacos.

Os resultados dão indicativos de eventuais problemas cardiocirculatórios que podem acometer o paciente, dependendo da intensidade do esforço físico empregada, como infarto do miocárdio, arritmias cardíacas e evolução de quadros como angina, hipertensão arterial e doenças crônicas do coração. Por isso, tão importante quanto diagnosticar essas doenças é conhecer a aptidão cardio-respiratória da pessoa, o que permitirá orientar exercícios físicos e cuidados com a saúde para a prevenção desses quadros.

Portanto, antes de colocar o pé na pista ou na academia, lembre-se dos benefícios que a realização de um teste ergométrico pode trazer para a sua saúde. Ao saber como está a sua aptidão física, você pode se exercitar com mais segurança, além de melhorar a sua performance e seus resultados.