Posts com a tag ‘obesidade’

Escrito em 02 de mai de 2011

Prevenindo a silenciosa insuficiência renal

Categorias: Rim    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Vários fatores do cotidiano, que costumam passar despercebidos ou não serem levados a sério como deveriam, podem desencadear problemas de saúde. Obesidade, o consumo excessivo de sal, a baixa ingestão de água e uso abusivo de antiinflamatórios, por exemplo, podem contribuir para o desenvolvimento da insuficiência renal.

Essa doença acontece quando o rim perde sua função aos poucos, em um processo irreversível. De acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia, a doença renal crônica atinge 11% da população, sendo que 90% dessas pessoas não sabem disso. É uma doença silenciosa, que só começa a manifestar sintomas quando o rim está funcionando abaixo de 40% da sua função.

O rim não é um mero filtro do corpo. Ele também é responsável pela parte endócrina do corpo, além de prevenir anemia, controlar a pressão arterial e balancear vários níveis do organismo, como a quantidade de cálcio e fósforo, o PH, os eletrólitos e fazer o balanceamento hídrico.

De acordo a Dra. Zita Maria Leme Brito, nefrologista do Hospital 9 de Julho, antes a doença renal crônica evolua, é melhor prevenir e evitar a necessidade de terapia renal substitutiva, como a hemodiálise, a diálise peritoneal e o transplante. “Hábitos alimentares saudáveis, com baixo teor de sódio, prática diária de exercícios físicos, além de controle da pressão arterial, glicemia, obesidade e acompanhamento de qualquer alteração da função ou morfologia renal, são maneiras de ter uma vida mais saudável e evitar este mal que atinge uma parcela significativa da população“, explica.

A chave para prevenir uma condição dessas está na qualidade de vida. Evitar fumo, álcool, energéticos e praticar exercícios regularmente ajudam na prevenção de diversas doenças, incluindo as renais. “Caso exista um histórico familiar de problemas de pressão, o cuidado precisa ser redobrado. O ideal é que um check-up seja feito a cada 5 anos, aproximadamente”, completa a Dra. Zita.

 
Escrito em 24 de mar de 2011

Conheça uma nova técnica de cirurgia bariátrica

Categorias: Gastroenterologia    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

A gastrectomia vertical é uma técnica de cirurgia bariátrica e metabólica que provê melhores chances de recuperação, menores incisões, conforto para os pacientes e recuperação mais rápida relacionada à anestesia. Atualmente, é a técnica mais segura e com o índice de mortalidade mais próximo a zero entre cirurgias similares.

Este procedimento é irreversível e reduz em dois terços o tamanho do estômago. Apesar do fundo do estômago ser retirado, a técnica mantém todas as suas conexões nervosas originais. Segundo o cirurgião do aparelho digestivo do Hospital 9 de Julho, Dr. Almino Cardoso Ramos, apesar do caminho seguido pelos alimentos não ser alterado, o mecanismo de saciedade é otimizado, pois a cirurgia provoca alterações no sistema neuro-hormonal. “Sem o fundo do estômago, não há produção de grelina, o hormônio responsável pela fome. Dessa forma, o paciente sente-se mais saciado e altera o seu hábito alimentar, com o aumento do intervalo entre as refeições”, explica o médico.

Um dos benefícios dessa cirurgia é que não há desvio intestinal, impedindo falhas na absorção de alimentos. Assim, o paciente não precisa ingerir suplementos alimentares para o resto da vida, como ocorria com procedimentos mais antigos. “Não devemos aceitar os efeitos negativos da cirurgia bariátrica como se fossem normais”, afirma Dr. Almino. Outra vantagem desta técnica é um tempo menor de internação (cerca de dois dias), além de uma dieta sem tantas restrições.

Apesar de todos os benefícios, a cirurgia bariátrica não deve ser o primeiro tratamento da obesidade. “É importante que os pacientes saibam que a cirurgia é uma solução que vem depois de vários tratamentos para readequação do peso e que, para realizá-la, é preciso comprovar um histórico de pelo menos dois anos de obesidade mórbida”, esclarece o  cirurgião.

Em 2009, foram realizadas 30 mil cirurgias bariátricas e metabólicas no Brasil. O Brasil fica atrás apenas dos Estados Unidos, que realiza, por ano, 300 mil procedimentos. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 3,5 milhões de pessoas está 40 quilos acima do peso corporal ideal, quadro conhecido como obesidade mórbida – esse quadro é de grande gravidade, uma vez que pessoas obesas perdem de 10 a 12 anos de vida devido ao excesso de peso.

 
Escrito em 09 de dez de 2010

Tudo sobre estrias

Categorias: Dermatologia    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Uma das maiores preocupações que as mulheres têm à respeito de sua aparência são as famosas estrias. Mas elas não são um problema exclusivo do sexo feminino. Lesões decorrentes da degeneração das fibras elásticas da pele por sua distensão exagerada ou devido a alterações hormonais, a estrias aparecem em ambos os sexos. Seu surgimento é comum durante a gravidez e na puberdade, em decorrência do crescimento acelerado nesta fase da vida, mas pode estar relacionado também à obesidade.

As estrias se apresentam como lesões lineares, geralmente paralelas. Surgem principalmente nas coxas, nádegas, no abdômen das grávidas e, nos homens no dorso do tronco. “Inicialmente são avermelhadas ou róseas, evoluindo mais tarde para uma tonalidade esbranquiçada. Além disso, a pele na área afetada ganha uma consistência frouxa. Em pessoas de pele morena as estrias podem ser mais escuras que a pele sadia”, explica a dermatologista do Hospital 9 de Julho, Drª Patrícia Fagundes.

Ao contrário do senso comum, as estrias são lesões irreversíveis e portanto não existe um tratamento que as elimine e faça a pele voltar ao que era antes. Mas existem formas de evitá-las, como:

  • Hidratação intensa da pele com cremes e loções apropriados, principalmente em pessoas com histórico familiar de estrias e que estejam em fase de crescimento intenso ou aumento de peso
  • Não engordar demais e rapidamente
  • Eliminar doces e gorduras da dieta
  • Praticar exercícios físicos regularmente

Além disso, existem tratamentos que visam melhorar o aspecto estético estimulando a formação de tecido colágeno nas lesões. Para isso, várias técnicas podem ser empregadas, entre elas: peelings, subcisão, dermoabrasão, intradermoterapia e uso contínuo de alguns tipos de ácidos. “Apenas médicos devem realizar esses procedimentos, indicando o que for melhor de acordo com cada caso”, aconselha Drª Patrícia Fagundes.

 
Escrito em 06 de dez de 2010

Vanguarda no tratamento da obesidade mórbida

Categorias: Gastroenterologia    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

O Dr. Almino Ramos, cirurgião gastro do Hospital 9 de Julho, foi assistido por 600 pessoas de diferentes partes do mundo enquanto fazia uma cirurgia.

Mas como colocar todas em uma pequena sala de operação? Não dava. Elas assistiram diretamente de Nova York, no último dia 2, durante a conferência International Consensus Summit for Sleeve Gastrectomy.

A transmissão foi feita diretamente do Hospital 9 de Julho, sobre uma proposta cirúrgica mais recente para o tratamento da obesidade mórbida, no caso, uma cirurgia bariátrica.

“Essa operação é chamada de gastrectomia vertical e foi aprovada para ser realizada no Brasil há um ano”, explica o Dr. Almino. “É uma cirurgia menos invasiva, mais conservadora, de menor risco e que apresenta como principal vantagem não ser necessária a suplementação vitamínica no pós-operatório”, complementa.

A suplementação vitamínica é necessária em outros tipos de cirurgia, já que afetam a fisiologia da absorção desses elementos. Com a gastrectomia vertical não há nenhuma alteração. A transmissão pode mostrar esse importante momento para a medicina, levando diretamente ao encontro sobre obesidade o quão avançado está o processo nessa área.

“Acho que com ações como essa o H9J assume um papel de vanguarda nessa especialidade, sempre com o objetivo de ser um centro de ensino e de formação de opinião”, comemora Dr. Almino.

 
Escrito em 16 de nov de 2010

Dia Mundial do Diabetes

Categorias: Diabetes    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Segundo dados da International Diabetes Federation (IDF), a cada dia surgem 500 novos casos de diabetes no país. Em todo mundo, pelo menos 245 milhões de pessoas são diabéticas. Só no Brasil, são cerca de 10 milhões de pessoas portadoras da doença.

Atento a esses números alarmantes, em 1991, foi criado o Dia Mundial do Diabetes, celebrado no dia 14 de novembro. A data foi escolhida devido ao nascimento de um dos responsáveis pela descoberta da insulina, o cientista canadense Frederick Banting, e tem o objetivo de ampliar e reforçar a conscientização de todos sobre o assunto, uma vez que o desconhecimento sobre a doença é um dos principais vilões dessa história.

Diabetes é o nome dado a doenças que causam aumento na quantidade de glicose no sangue, também conhecido como hiperglicemia, e pode ser dividido em dois tipos. O tipo 1 (ou diabetes juvenil), é uma doença auto-imune e acontece quando o corpo identifica as células produtoras de insulina como corpos estranhos por engano e passa a destruí-las. Sem a insulina produzida por elas, as células têm dificuldade em absorver o açúcar do sangue, que acaba se acumulando.

Já na diabetes do tipo 2, ou diabetes do adulto, o corpo perde sua sensibilidade à insulina ou tem uma diminuição drástica de sua produção. Esse tipo, em especial, possui maior relação com o sedentarismo e a obesidade. Sendo assim, sua prevenção e tratamento baseiam-se essencialmente na prática de exercícios físicos e na boa alimentação.

Para saber se você pode ter ou não a doença, consulte seu médico para fazer os exames adequados e fique atento aos sintomas do diabetes listados abaixo:

  • Urinar com frequência
  • Sede excessiva
  • Fome aumentada
  • Perda de peso
  • Cansaço
  • Falta de concentração e de interesse em atividades rotineiras
  • Vômitos e dores de estômago (frequentemente confundidas com gripe)
  • Sensação de formigamento ou torpor nas mãos e pés
  • Visão embaçada
  • Infecções frequentes
  • Feridas de difícil cicatrização

“O diabetes não tem cura e suas complicações podem levar a sequelas para a saúde do paciente, como: AVC, amputação de membro, cegueira, infarto, insuficiência renal, neuropatia periféricas” conta Dr. José Resende Neto, cirurgião vascular e coordenador do Centro de Diabetes do Hospital 9 de Julho. “O diabético precisa cuidar de sua dieta, fazer exames periódicos, contar com acompanhamento médico, principalmente, de um endocrinologista e ficar atento com as alterações que vai tendo durante sua vida para não ter sequelas importantes que possam alterar sua qualidade de vida.”

O Hospital 9 de Julho conta com o Núcleo de Diabetes, formado por uma equipe multidisciplinar preparada para atender todos os pacientes com patologias ligadas ao diabetes. O paciente poderá contar com os serviços de:

  • Endocrinologia
  • Nefrologia
  • Cardiologia
  • Infectologia
  • Oftalmologia
  • Dermatologia
  • Urologia
  • Cirurgia vascular e endovascular
  • Cirurgia cardíaca
  • Fisiatria
  • Ortopedia
  • Neurologia
  • Nutrologia
  • Nutricionista
  • Fisioterapia
  • Exames para diagnóstico

“O diferencial do Centro é a agilidade no atendimento ao paciente diabético, que passará em consulta com especialistas e poderá realizar todos os exames necessários no mesmo dia, fazendo com que tenha menos tempo de internação” ressalta Dr. Resende. Em outras palavras, o Centro de Referência oferece todo o atendimento que o paciente precisa em um único lugar, em um modelo que reúne troca de informações entre especialistas e acesso a recursos médicos e tecnológicos. O resultado é um ambiente com mais conforto e segurança para o paciente e seus acompanhantes.

 
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