Posts com a tag ‘obesidade’

Escrito em 30 de ago de 2012

Da ‘barriguinha’ à obesidade

Categorias: Sua Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Sabe aquela barriga de cerveja tão difícil de perder? Pode parecer inocente, mas ela é extremamente prejudicial à saúde. A gordura concentrada no abdome, mais comum nos homens, produz substâncias que causam inflamações nas artérias, além de Hipertensão e Diabetes. Ela não está presente só em pessoas obesas ou mesmo em uma determinada faixa etária. Indivíduos com sobrepeso, até mesmo jovens, correm o risco de ter problemas.

Para saber o quão prejudicial sua gordura abdominal é, basta medir a cintura. Homens com a circunferência do abdome acima dos 90 cm e mulheres com mais de 80 cm tendem a desenvolver problemas cardiovasculares. “Para quem não é obeso, a receita para diminuir os riscos e os problemas gerados pelo sobrepeso é básica: exercício físico e dieta balanceada. Para obesos, a solução pode ser a cirurgia bariátrica metabólica. Vale lembrar, que quanto mais velho, mais difícil fica a perda de peso”, explica o cirurgião bariátrico Dr. Carlos Domene.

Os benefícios que a perda de peso traz são muitos, mas, principalmente em obesos, podem curar doenças graves como a apneia do sono. A gordura comprime as vias aéreas, tornando difícil a respiração. “A apneia do sono pode ser fatal. Durante o sono, a pessoa fica por alguns instantes sem respirar e pode faltar oxigênio no cérebro. Pouca gente sabe a gravidade dessa doença e ignora a necessidade de emagrecer ou mesmo de procurar tratamento”, comenta o médico.

O excesso de peso também é fator de risco para o Diabetes. A cirurgia bariátrica metabólica tem se mostrado eficaz na resolução do quadro de diabéticos. Isso acontece porque o procedimento mobiliza a produção de incretinas, diversos hormônios que estimulam o pâncreas a produzir insulina, substância fundamental no organismo e que é insuficiente em diabéticos.

Estar bem com o corpo é essencial tanto física quanto psicologicamente. Pessoas obesas tendem a sofrer de ansiedade e depressão. Por isso, o atendimento global ao paciente é fundamental. O Centro de Referência em Gastroenterologia do Hospital 9 de Julho, por exemplo, possui uma equipe multiprofissional especializada em identificar com segurança se a pessoa tem indicação clínica e psicológica para realizar um procedimento invasivo como a cirurgia bariátrica.

A orientação é: não cultive a barriguinha. Cuide-se, assim você evita doenças graves.

 
Escrito em 16 de ago de 2012

Sedentarismo – um vilão a ser combatido

Categorias: Sua Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Um estudo feito pelo jornal médico norte-americano “The Lancet” revelou que o sedentarismo já mata mais que o vício de cigarro. A obesidade é uma das principais consequências da falta de exercício físico, que compromete o organismo com outras doenças como o diabetes e os problemas musculoesqueléticos causados pela sobrecarga.

“Quando o corpo ganha alguns quilos, as articulações, antes acostumadas com a carga, sentem o impacto desse aumento. É como se o joelho sentisse um impacto de cerca de quatro quilos a mais a cada quilo engordado”, explica o ortopedista e traumatologista do Hospital 9 de Julho, Dr. Ricardo Barone. Além do joelho, quadril e coluna lombar estão entre as áreas mais afetadas pela sobrecarga.

Praticar exercícios físicos é essencial para fortalecer a musculatura e diminuir as dores nas articulações. A recomendação não deve ser apenas para obesos, mas também para pessoas magras, que podem apresentar os mesmos problemas pela falta de atividade e de hábitos saudáveis. “O melhor tratamento contra doenças musculoesqueléticas é a mudança de hábito. Dormir pelo menos oito horas por noite, ter uma dieta rica em verduras, frutas e legumes e fazer exercícios físicos programados para o biótipo da pessoa são recomendações fáceis de seguir e que devem ser feitas com acompanhamento de especialistas”, comenta Dr. Barone.

Intervenções cirúrgicas para tratar doenças musculoesqueléticas devem ser feitas apenas como última opção. Em obesos, estas operações não são recomendadas. Há casos em que é necessário o uso de próteses ou parafusos, que têm garantia de pelo menos 10 anos. Se a cirurgia é feita em obesos, a validade das próteses fica comprometida e, provavelmente, outro procedimento deve ser feito em pouco tempo. “Se a pessoa continua com dores, tem problemas de movimentação e a cirurgia é inevitável, primeiro é preciso que ela emagreça. Cirurgia bariátrica pode ser indicada nessa situação”, orienta o médico. Isso porque, ao perder peso, as dores podem diminuir e o procedimento cirúrgico ser adiado.

Pequenas mudanças na rotina, como trocar um doce por uma fruta, parar o carro um pouco mais longe do trabalho e ir a pé, fazem muita diferença para o corpo, que passa a responder positivamente.

 
Escrito em 10 de ago de 2012

Vitamina D sob orientação médica

Categorias: Sua Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Todos os anos aparecem novidades que prometem revolucionar a luta contra a obesidade. A mais recente é a vitamina D, sintetizada no corpo por meio da exposição ao sol, essencial na tonicidade muscular e na manutenção do cálcio no organismo.

Em pesquisa recente, médicos apresentaram que a vitamina pode ajudar no combate aos quilos a mais e observaram que quanto mais obeso, menos concentração de vitamina D no organismo. Mas, antes de buscar soluções por conta própria para combater a obesidade, deve-se procurar a orientação de um médico. “É importante lembrar que a obesidade é uma doença multifatorial, ou seja, ela pode ser decorrente de problemas genéticos, dieta incorreta, sedentarismo ou mesmo outras doenças”, explica a endocrinologista do Hospital 9 de Julho, Dra. Roberta Frota.  Apesar de o estudo demonstrar a relação entre obesos e a falta de vitamina D, é fundamental destacar que pessoas mais magras também podem apresentar deficiência da substância, segundo a médica.

De acordo com a endocrinologista, a maneira mais fácil de manter os níveis normais da vitamina no organismo é tomar sol da manhã (até às 10h) nos braços e pernas por pelo menos 15 minutos. Outros alimentos, como peixes de água fria, manteiga, ovos e leites podem complementar a reposição, mas são responsáveis por apenas 10% da quantidade necessária de vitamina D no organismo.

É importante lembrar que a falta da substância não causa sintomas, mas em pessoas que têm osteoporose pode piorar o quadro clínico. O ideal, recomenda a Dra. Roberta Frota, é pedir a dosagem para o médico, que dará as orientações necessárias para cada caso. O excesso da substância, ainda que pouco frequente, pode causar alguns efeitos colaterais como diarreia, vômito, cálculos ou mesmo deterioração dos rins (pelo excesso de cálcio no sangue), perda de apetite e hipertensão.  Portanto, para evitar erros e outras doenças, só siga tratamentos sob recomendação médica.

 
Escrito em 02 de ago de 2012

Tempos modernos e a obesidade

Categorias: Sua Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Uma pesquisa recente do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) revelou que brasileiros acima do peso já são maioria no país. São 48% de mulheres e 50,1% de homens que se encaixam nestes dados. A estatística também é alarmante quando se trata das crianças: em 20 anos a obesidade infantil quintuplicou no país.

De acordo com o instituto, de 30 anos para cá o poder aquisitivo dos brasileiros aumentou e isso fez com que os hábitos de consumo mudassem. Se nos anos 70, arroz, feijão e carne estavam presentes nas mesas das famílias brasileiras, hoje a comida congelada, pizzas, refrigerantes, “snacks” e o abuso de bebidas alcoólicas pelos jovens ganharam espaço no dia a dia das pessoas. Quem é que nunca comeu um pacote de salgadinhos em frente a TV? Prático e barato!

 

Outro fator que também contribui para o ganho de peso dos brasileiros é o sedentarismo. Antes, a população era de maioria rural e o trabalho nas fazendas ajudava a queimar calorias. O aumento da migração para as cidades e a mudança de estilo de vida colaboraram para uma mudança de perfil populacional, mais urbano e sedentário.

Para o cirurgião bariátrico do H9J, Dr. Carlos Domene, essas mudanças de hábito, entre outros fatores, denunciam que a próxima geração pode chegar a ter 80% de pessoas acima do peso. “As medidas para conseguir reverter essa situação demoram até duas gerações para fazer efeito”, conta o médico.

O incômodo da obesidade não é só estético. Essa é uma doença perigosa, que pode desencadear outros problemas graves como o diabetes, hipertensão, apneia, lesões por sobrecarga nas articulações etc. Além disso, câncer de próstata e de intestino grosso nos homens e o de mama e colo de útero nas mulheres tendem a ser mais comuns em obesos.

Não é só dieta e a prática de exercícios físicos que ajudam na perda e manutenção do peso, é preciso uma mudança permanente de hábitos. “Manter o peso é difícil. Todo programa de reeducação alimentar precisa de acompanhamento de profissionais por um tempo indeterminado, até que a pessoa consiga caminhar sozinha nessa jornada”, comenta Dr. Domene.

Além de dietas e exercícios, existem outras técnicas que auxiliam na perda de peso, como medicamentos e a própria cirurgia bariátrica,que é uma opção em casos de obesidade mórbida, mas é o médico quem deve avaliar o melhor tratamento para a pessoa.

E como saber se está acima do peso? A obesidade é indicada quando a pessoa tem o IMC (Índice de Massa Corporal) igual ou maior a 30. IMC acima de 40 indica obesidade mórbida. O cálculo é feito dividindo o peso pela altura ao quadrado. Se o resultado indicar sobrepeso, entre 25 a 29, procure a ajuda de um médico.

Confira na tabela os valores do IMC:

 

 

 
Escrito em 02 de mai de 2011

Prevenindo a silenciosa insuficiência renal

Categorias: Rim    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Vários fatores do cotidiano, que costumam passar despercebidos ou não serem levados a sério como deveriam, podem desencadear problemas de saúde. Obesidade, o consumo excessivo de sal, a baixa ingestão de água e uso abusivo de antiinflamatórios, por exemplo, podem contribuir para o desenvolvimento da insuficiência renal.

Essa doença acontece quando o rim perde sua função aos poucos, em um processo irreversível. De acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia, a doença renal crônica atinge 11% da população, sendo que 90% dessas pessoas não sabem disso. É uma doença silenciosa, que só começa a manifestar sintomas quando o rim está funcionando abaixo de 40% da sua função.

O rim não é um mero filtro do corpo. Ele também é responsável pela parte endócrina do corpo, além de prevenir anemia, controlar a pressão arterial e balancear vários níveis do organismo, como a quantidade de cálcio e fósforo, o PH, os eletrólitos e fazer o balanceamento hídrico.

De acordo a Dra. Zita Maria Leme Brito, nefrologista do Hospital 9 de Julho, antes a doença renal crônica evolua, é melhor prevenir e evitar a necessidade de terapia renal substitutiva, como a hemodiálise, a diálise peritoneal e o transplante. “Hábitos alimentares saudáveis, com baixo teor de sódio, prática diária de exercícios físicos, além de controle da pressão arterial, glicemia, obesidade e acompanhamento de qualquer alteração da função ou morfologia renal, são maneiras de ter uma vida mais saudável e evitar este mal que atinge uma parcela significativa da população“, explica.

A chave para prevenir uma condição dessas está na qualidade de vida. Evitar fumo, álcool, energéticos e praticar exercícios regularmente ajudam na prevenção de diversas doenças, incluindo as renais. “Caso exista um histórico familiar de problemas de pressão, o cuidado precisa ser redobrado. O ideal é que um check-up seja feito a cada 5 anos, aproximadamente”, completa a Dra. Zita.

 
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