A tomografia por emissão de pósitrons, mais conhecida por sua sigla PET/CT, é um método de imagem que permite a visualização da atividade funcional do corpo, aliando a alta resolução da tomografia computadorizada com informações funcionais sobre o órgão examinado, produzindo, assim, uma imagem que possibilita o diagnóstico rápido e preciso de diversas doenças, entre elas o câncer.
Segundo o Dr. Carlos Buchpiguel, especialista em Medicina Nuclear do Hospital 9 de Julho, é como agrupar em uma só imagem um mapa do Brasil com as delimitações dos estados, indicando a localização dos órgãos pela tomografia computadorizada, e as imagens de um satélite mostrando áreas de intensa atividade climática, indicando o mapa funcional do organismo pela PET, ou seja, o médico consegue visualizar exatamente como é, em que estágio está a lesão, em qual órgão e qual a sua exata localização. “A medicina diagnóstica avançou muito com as funcionalidades de equipamentos como o PET/CT”, salienta.
O câncer é um crescimento desordenado das células e para suportar esse crescimento, grande parte dos tumores precisa da energia vinda da glicose. “O equipamento acompanha qual o comportamento, no corpo, de uma pequena dosagem de glicose radioativa administrada ao paciente. Quando a atividade é anormal ou muito aumentada, é porque há presença de tumor”, explica o Dr. Buchpiguel.
Além de diversos tipos de cânceres, o exame também detecta distúrbios neurológicos, como o Mal de Alzheimer, e a viabilidade do músculo cardíaco em pacientes com sequelas graves de infarto, ou seja, verifica se há possibilidade de recuperação do coração ou se a melhor indicação é o transplante.
O método complementa, de maneira mais eficiente, as informações já fornecidas por outros exames como a tomografia convencional, a ressonância magnética e a ultrassonografia.
As aplicações vão além do diagnóstico. O equipamento permite ainda:
• O estadiamento, identificação do estágio da lesão quanto ela está espalhada e disseminada pelo corpo;
• Monitoramento do resultado terapêutico;
• Avaliação de recidiva da doença (no caso de câncer);
• Mapeamento exato da área afetada para aplicação de radioterapia, o que minimiza a ação em tecidos sadios;
• Realização de biópsias guiadas, com maior eficácia na coleta e análise do tecido em investigação.
Por isso, é fundamental uma boa indicação médica para que os benefícios do método sejam melhor aproveitados.















