Posts com a tag ‘tratamento’

Escrito em 09 de mai de 2013

Doenças neurológicas: muito além do cérebro

Categorias: Sua Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

O sistema nervoso, responsável por nos fazer pensar, andar, digerir alimentos, sentir dor, frio, calor, possui uma estrutura complexa. Muito além dos neurônios, nós possuímos estruturas nervosas que fazem com que esses comandos circulem pelo corpo. Neste mês de maio, vamos falar sobre alguns dos exames que ajudam a diagnosticar doenças que atrapalham essa troca de informações com o cérebro.

Pessoas que sentem fadiga muscular excessiva, dormência ou queimação, principalmente nas pernas, braços e rosto podem estar com algum problema nos nervos periféricos, assim chamados por estarem nas extremidades do corpo.

Nestes casos, o médico pode solicitar a Eletroneuromiografia, que analisa a atividade muscular e dos nervos da região a ser investigada. O exame é simples: o médico faz estímulos elétricos fracos e também coloca agulhas como as de acupuntura no paciente, por onde passam estímulos elétricos que avaliam o grau se a área investigada está ou não com atividade do nervo, músculo e neurológica normal.

“Entre as doenças que o exame avalia estão Esclerose Lateral Amiotrófica, síndrome do túnel do carpo, paralisias dos membros superiores e inferiores de diversas etiologias e Polineuropatia. Se bem indicado, o procedimento pode fazer a diferença na forma como o tratamento será conduzido pelo neurologista, ortopedista e demais especialistas”, explica o Dr. Cleber Dal Alba, neurofisiologista responsável pelo procedimento no Hospital 9 de Julho.

 
Escrito em 26 de out de 2012

Desvendando a pílula anticoncepcional

Categorias: Sua Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Desde os anos 60, quando foi inventada, a pílula anticoncepcional tem sido companheira das mulheres. O contraceptivo oral contém hormônios que impedem a ovulação, essencial para que aconteça a gravidez. Quando foi criada, o medicamento era cercado de polêmicas e mitos, alguns que ainda insistem em aparecer.  Muita coisa mudou de lá para cá. Se antes as mulheres reclamavam que a pílula podia engordar, hoje as disponíveis no mercado têm dosagens diferentes de hormônios que se ajustam ao corpo de cada uma.

“A pílula não é responsável por quilos a mais. Elas possuem características especificas, com dosagens hormonais de progesterona e estrógeno reguladas para cada organismo. Existe pílula para mulheres com taxa maior de hormônio masculino no corpo e até para aquelas que ficam mais inchadas durante a TPM”, explica a ginecologista do H9J, Dra. Renata Di Sessa.

Se o tratamento for feito conforme o indicado, ou seja, se a pílula é tomada todos os dias, com menos de 12 horas de atraso, as chances de engravidar são mínimas: beiram os 2%. Antibióticos, medicamentos neurológicos e álcool em excesso podem diminuir a eficácia do tratamento. É importante destacar que a pílula anticoncepcional não previne nem diminui as chances de contágio de Doenças Sexualmente Transmissíveis como a AIDS e HPV, por isso não se deve dispensar o uso da camisinha.

Há quem diga que quem toma pílula anticoncepcional não tem TPM, mas isso é mito. A Tensão Pré-Menstrual pode sim aparecer nos dias de “descanso” do uso do método, quando acontece uma queda brusca de concentração sanguínea dos hormônios sexuais. Neste caso, pode ser recomendável o uso contínuo da pílula, embora o tratamento deva ser sempre conversado com o médico ginecologista.

Devido a sua taxa hormonal, a pílula anticoncepcional também pode servir de tratamento para síndrome dos ovários policísticos e problemas de pele. “Apesar de parecer um método simples, possui contraindicações. Fumantes com mais de 35 anos, pessoas que tenham câncer vigente e doenças como trombose, trombofilia e lúpus não devem fazer uso do medicamento. Também é contra indicada para mulheres que estejam amamentando a pílula com estrógenos, que inibe a produção do leite. Contudo, as pílulas só com progesterona podem ser usadas”, alerta a médica.

Algumas mulheres podem sentir efeitos colaterais, entre eles dores de cabeça e enjoos. Se estes sintomas continuarem por mais de dois meses é preciso procurar o médico para que lhe seja recomendada outra pílula ou método.

 
Escrito em 19 de dez de 2011

AIDS

Categorias: Sua Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

1o de dezembro foi o Dia Mundial de Combate à Aids. A doença, que já foi estigmatizada como capaz de atingir somente homossexuais, usuários de drogas e prostitutas, está na verdade presente em todos os setores da sociedade – não so no chamado ‘grupo de risco’. Aids ainda é a sexta causa de morte entre pessoas de 25 a 44 anos nos EUA. Em 1995, a doença era a primeira causa de morte para pessoas nessa faixa etária no país.

Um relatório divulgado em novembro pela Unaids, organização da ONU que compila dados sobre a síndrome, indicou que o número de infecções e de mortes pela doença caiu 21% nos últimos 13 anos. Isso não significa que os cuidados de prevenção devam ser mantidos.

A Aids deteriora o sistema imunológico, responsável por combater as doenças. “O HIV pode causar dano direto a alguns órgãos, como o cérebro, o rim, a medula óssea. Além disso, o HIV interefere diretamente no funcionamento de uma célula fundamental do sistema imunológico, chamada de linfócito T CD4. Ao atacar estas células, o HIV faz com que a imunidade do portador seja comprometida”, explica a infectologista do Hospital 9 de Julho, doutora Sumire Sakabe.

Sem essa defesa, nosso organismo fica debilitado e pode sucumbir diante de infecções que seriam facilmente combatidas no corpo de alguém sem a síndrome. Mas é importante dissociar o portador do vírus do portador da doença: quem contrai o vírus muito provavelmente terá Aids se não fizer tratamento. Mas é exatamente esse tratamento que evita que o organismo, mesmo com o vírus, desenvolva a Aids, e protege o indivíduo dessas chamadas ‘infecções oportunistas’.

O vírus HIV, responsável pela Aids, pode ser transmitido por meio de qualquer tipo de contato sexual, pelo sangue e de mãe pra filho, durante a geração do feto ou na amamentação. É importante esclarecer que picadas de mosquito, contato físico em esportes ou casual – como abraços e beijos – e usar objetos tocados pela pessoa infectada não transmitem o vírus.

Os sintomas são difíceis de detectar, porque um portador do vírus pode permanecer por 10 anos ou até mais sem manifestar nenhum sintoma, e mesmo assim, poderá transmitir a doença nesse período. Febre, manchas pelo corpo, gânglios aumentados e diarreia podem aparecer logo depois da infecção, mas esses sintomas podem ser confundidos com outra infecção, e a maioria dos pacientes fica um longo tempo sem apresentar sintomar depois disso.

Por isso, é fundamental o uso de preservativo em todas as relações sexuais, não compartilhar nunca agulhas ou seringas, não dispensar o acompanhamento pré-natal durante a gravidez e evitar contato com o sangue de outras pessoas.

“O tratamento antirretroviral permite, até o momento, apenas o controle da doença e não a sua cura. Assim, se o tratamento for suspenso ou realizado de forma irregular, ele poderá não surtir o melhor efeito e além disso, o HIV pode ficar resistente aos medicamentos”, explica a doutora Sakabe. Para detectar o HIV, é preciso realizar exames específicos para isso. O governo brasileiro mantém os CTA, Centros de Testagem e Aconselhamento, onde qualquer um pode fazer exame gratuito para detectar o HIV e receber orientação sobre a doença. Ligue para o Disque DST/Aids: 0800 16 25 50 para descobrir o CTA mais próximo da sua casa.

 
Escrito em 16 de dez de 2011

AIDS: esclareça suas dúvidas

Categorias: Sua Saúde, Vídeos    Autor: Hospital 9 de Julho   
 
Existem muitos mitos sobre a AIDS: maneiras de contágio, prevenção, tratamento.

A Dra. Sumire Sakabe, Especialista em Infectologia do Hospital 9 de Julho, esclarece algumas dúvidas sobre a doença no #seegravee9.

 
Escrito em 30 de mai de 2011

Câncer de Mama: Tratamento

Categorias: Sua Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Continuando nossa conversa com o Dr. Fabricio Brenelli, abordaremos os métodos de tratamento do câncer de mama.

O tratamento indicado vai depender do estágio da doença quando detectada”, afirma o Dr. Brenelli. “Quando lidamos com tumores, precisamos separá-los em invasivos e não invasivos”.

No caso de tumores não invasivos, o tratamento é mais simples por ser local, uma vez que o câncer não faz metástase (disseminação do tumor em outras áreas do organismo). Porém, caso não seja identificado ou tratado, os nódulos podem evoluir para tumores invasivos; nesse caso, a metástase pode acontecer.

Quando são pequenos, os tumores são removidos por meio de uma cirurgia, seguida por um tratamento com radioterapia para garantir a remoção completa das células cancerígenas. Outras formas de tratamento são a quimioterapia (com ou sem o uso de hormônios) e a imunoterapia, técnica nova que estimula o sistema imunológico para ajudar na eliminação do câncer.

Quando os tumores são maiores, o procedimento recomendado é a mastectomia – remoção completa da mama. “Uma nova prática que adotamos no Hospital 9 de Julho é a oncoplastia”, diz o Dr. Brenelli. “Quando fazemos uma mastectomia, conservamos o aspecto original do seio e a cirurgia estética de reconstrução é feita rapidamente. Isto melhora a qualidade de vida durante o tratamento e recuperação da paciente”, explica.

Em procedimentos normais, o tempo entre a mastectomia e a cirurgia plástica de reconstrução pode levar até dois anos. “Quando realizamos procedimentos oncoplásticos, reduzimos as chances de problemas sociais durante a recuperação da paciente, além de evitar a depressão e a reclusão”, comenta o doutor.

Pessoas com histórico de câncer de mama na família podem procurar a mastectomia como forma preventiva mas, segundo o Dr. Brenelli, isso não é recomendado “A cirurgia redutora não elimina 100% do risco; o mais indicado é passar pelos procedimentos e exames rotineiros de rastreamento e discutir todas as formas de prevenção. A remoção da mama pode ser considerada uma mutilação, e é considerada apenas como uma última opção de tratamento”, conclui.

Veja neste post como fazer a rotina de prevenção do câncer de mama. O acompanhamento médico é muito importante, procure o seu.

 
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