Acompanhe a segunda parte da II Jornada de Trauma do Hospital Nove de Julho, que ocorreu no dia 10 de Dezembro de 2011, discutindo novas perspectivas no atendimento pré-hospitalar ao traumatizado.
Neste segundo vídeo conversamos com os profissionais internacionais presentes no evento, as Enfermeiras Connie Mattice (EUA), Katheleen Martin (EUA) e Dr Hugo Alberto Madrigal Vargas (Costa Rica).
A II Jornada de Trauma no Hospital Nove de Julho aconteceu no dia 10 de Dezembro de 2011, discutindo novas perspectivas no atendimento pré-hospitalar ao trauma.
Neste vídeo tivemos a participação de grandes especialistas brasileiros no assunto como a Dra. Marisa Aparecida Malvestio (Consultora do Ministério da Saúde e Assistente de urgência e emergência), Dr. Pedro Jair Rozolen Jr. (Coordenador do GRAU – Grupo de Resgate e Atendimento de Urgências), Dr. Jorge Ribeira (Gerente operacional do GRAU), Dr Renato Poggetti (Coordenador do Centro de Trauma do H9J), Dr Claus Robert Zeefried (Coordenador de urgência e emergência) e a Dra. Junia Sueoka (medica plantonista do GRAU).
No último dia 13 de outubro, o Hospital 9 de Julho foi palco de um encontro que tratou de Lesões por Projéteis de Armas de Fogo: Aspectos Práticos na Abordagem Pré-Hospitalar.
Para discutir o assunto, foram convidados o Dr. Abouch Krymchantowski, Mestre e Doutor em Neurologia, responsável técnico pela implantação do resgate aeromédico dos Policiais Militares feridos em serviço no Rio de Janeiro e o Dr Luiz Guilherme Villares, Anestesiologista e Intensivista do GRAU.
O Dr. Abouch falou sobre seu trabalho junto ao resgate aeromédico dos Policiais Militares feridos em serviço e dos riscos enfrentados no dia a dia da profissão, bem como da parte boa de exercer seu trabalho. Além disso, o médico explica a variação na gravidade do ferimento por projéteis de arma de fogo e os fatores que influenciam a classificação, como tipo e velocidade do projétil, tipo de arma, área do corpo atingida, entre outros.
Já o Dr. Luiz Guilherme contou um pouco sobre como funciona uma resposta à emergência. Desde o momento em que o usuário entra em contato com o serviço até a chegada da equipe ao local da ocorrência, passando pelos perigos que encontra no caminho até o socorro final à vítima.
As queimaduras são lesões causadas por vários fatores, principalmente por calor, frio, eletricidade e produtos químicos. Normalmente elas afetam apenas o apenas a pele, mas alguns casos mais raros e profundos podem incorrer nos músculos, ossos e vasos sanguíneos.
A maioria das queimaduras ocorre em ambiente doméstico. Segundo o Dr. Luiz Philipe Molina Vana, os tipos mais comuns são aqueles causados por álcool líquido, escaldos com líquidos muito quentes, queimaduras de contato (ferro quente, panelas, forno) e as por eletricidade.
As queimaduras por alcool líquido a 92 graus, por exemplo, representam cerca de 40% das causas de acidentes. Além disso, o uso dessa substância é na maioria das vezes dispensável, seja na limpeza de móveis, vídros ou para acender churrasqueira e outros fins. O médico explica que, ao contrário do que se acredita, esse tipo de produto não é eficiente no combate a bactérias, pois ele evapora muito rápido e não é o suficiente para garantir uma desinfecção eficaz.
O álcool em gel, por outro lado, além de possuir uma menor inflamabilidade, permanece na superfície por mais tempo, graças à sua concentração e, por isso, é mais indicado para fins de limpeza e desinfecção.
A maioria das queimaduras pode ser evitada através de cuidados com objetos quentes, inflamáveis e com a fiação elétrica. Veja alguns conselhos de como evitar queimaduras domésticas:
- No fogão, devemos usar as bocas do fundo. E se houver crianças na casa, o cuidado deve ser redobrado. Caso as bocas da frente também sejam usadas, nunca deixe os cabos das panelas voltados para fora.
- Mantenha os produtos de limpeza fora do alcance de crianças;
- Utilize protetores de tomadas e passa-fio, para nao deixar fios elétricos expostos e ao alcance das mãos;
- Evite efetuar manutenções caseiras no quadro de força de sua casa. Consulte sempre um eletricista;
- Queimaduras em fios de alta tensão também são muito graves e podem levar até mesmo a amputação de memrbos. Por isso, nunca tente recuperar algo pendurado em postes;
- Caso seja fumante, evite fumar deitado. A queda de cinzas sobre estofados pode causar incêndios;
- No lugar de álcool, utilize acendedor de carvão para acender churrasqueira.
Apesar de ser um tipo comum de lesão, tratar adequadamente das queimaduras é importante, pois, além de dolorosas, elas podem resultar em cicatrizes desfigurantes e à amputação de partes afetadas, em casos mais graves.
Por isso, é sempre recomendado que a vítima procure um serviço de pronto atendimento, para avaliação médica, limpeza e que sejam tomados os cuidados necessários.
Alta complexidade, como o próprio nome diz, se refere a algo que não é simples. Porém, quando tratamos do corpo humano, muito pouco é simples.
Na medicina, a expressão “alta complexidade” é usada para os casos que exigem uma investigação mais profunda e um acompanhamento mais próximo do paciente. De acordo com o Dr. Renato Poggetti, cirurgião responsável pelo Centro de Trauma do Hospital 9 de Julho, se encaixam nessa categoria, os pacientes que precisam ficar internados em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e que precisam de uma atenção especial no período inicial de internação.
Para avaliar se um trauma é de alta complexidade, são avaliados alguns critérios, entre os quais se destacam:
A gravidade da lesão
A simultaneidade das lesões.
Algumas áreas do corpo, quando lesionadas, demandam uma maior atenção. Por se tratarem de áreas com órgãos vitais, ou mais delicadas e de difícil recuperação.
Os segmentos do corpo onde as lesões se caracterizam como de maior importância são:
Se um desses segmentos é lesionado gravemente, ou se dois ou mais deles sofrem lesões simultâneas, o trauma automaticamente deve ser tratado como de alta complexidade.
Algumas situações também caracterizam lesões graves. Uma queda de altura de três ou mais vezes a altura do indivíduo; uma queda ou colisão com veículo de duas rodas a partir de 30 km/h; uma colisão com veículo de quatro ou mais rodas a partir de 55 km/h; perda de consciência – mesmo que temporária; fratura de ossos longos ou da bacia, qualquer trauma em idosos (acima de 65 anos), entre outras, são traumas que podem levar a lesões graves.
Ao chegar ao hospital, uma vítima de trauma é recepcionada no Pronto Socorro, que aciona a equipe de trauma. O cirurgião dessa equipe, que presta o primeiro atendimento ao paciente, será o responsável por acompanhá-lo até o fim de seu tratamento – e posterior reabilitação.
É esse cirurgião de trauma que vai avaliar a vítima e decidir se há necessidade de uma internação ou intervenção cirúrgica. Essa avaliação é baseada em exames físicos, diagnósticos de imagens e, quando necessário, avaliações da equipe médica multidisciplinar.
O médico responsável pelo paciente aciona outros médicos especializados em áreas específicas quando necessário. Por exemplo, se o indivíduo sofreu trauma na cabeça e precisa de cirurgia, ele aciona o neurocirurgião, se sofreu trauma em algum osso que requeira intervenção, ele aciona um ortopedista, se o trauma demanda uma intervenção vascular, um especialista nessa área é chamado e assim por diante.
Para entender um pouco melhor esse processo, assista ao vídeo gravado com o Dr. Renato Poggetti em que ele explica em mais detalhes a rotina de atendimento do trauma e o envolvimento do médico desde o atendimento pré-hospitalar até a reabilitação.
O Hospital 9 de Julho é referência no tratamento de casos de alta complexidade, pois trabalha com a integração total das equipes de todas as áreas e especialidades para garantir o melhor atendimento possível, especialmente aos casos que demandam mais atenção e agilidade para que você tenha a tranquilidade de saber que estamos sempre pensando no que é melhor para você.
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