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Escrito em 18 de jan de 2012

Incontinência urinária atinge um terço da população feminina brasileira

Categorias: Sua Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

De cada 10 mulheres, quatro sofrem com este mal após os 55 anos. Porém, somente uma revela o problema ao médico, quando perguntada. A consulta médica que caracteriza os sintomas aliada a exames específicos, esclarecem de maneira adequada o motivo das perdas urinárias, que podem ser não somente a vulgarmente conhecida: “bexiga caída”.

Cerca de 50% a 70% das mulheres com incontinência não procuram seus médicos por não acreditarem que haja cura, têm o conceito de que este processo se associa ao processo natural de envelhecimento e, portanto aceitam-no passivamente, ou simplesmente se adaptam ao problema. Além disso, 30% das mulheres têm infecções urinárias de maneira repetida e 12% sofrem de dor pélvica recorrente.

Esses dados dão a dimensão do problema, que cresce a cada dia, no contexto de que a população vive cada vez mais, e procura fazê-lo com a máxima preservação da qualidade de vida, onde a perda involuntária e indesejada de urina, não têm espaço. De acordo com o urologista do Hospital 9 de Julho, Dr. Paulo Rodrigues, as causas mais freqüentes de perda de urina na mulher são causadas por esforço ou bexiga hiperativa. Quando por esforço, ocorre deslocamento e, até, queda da bexiga, que acaba sendo pressionada, causando a incontinência. Tudo deve ser considerado: pular corda, tossir, falar alto e tudo o que cause repetido esforço da região. É a chamada perda de urina por estresse. O médico explica que a nossa engenharia é mal desenhada para andarmos em duas pernas. “O fato de andarmos em duas pernas, faz com que ao longo da vida haja um desgaste do assoalho pélvico”, esclarece. A perda de urina é a manifestação clínica da “bexiga caída”.

Outro fator causador da incontinência urinária é a bexiga hiperativa, uma disfunção miccional, em que a bexiga não tem sua capacidade elástica preservada e possui espasmos involuntários. “O cérebro não consegue ter controle sobre a bexiga para permitir ou abortar a vontade de urinar. É uma situação que não é por bexiga caída, mas uma disfunção neurológica”, explica. Nesse caso, os motivos ocorrem por derrame, diabetes, envelhecimento, infecção urinária e cistite.

Felizmente, o problema tem cura e o tratamento pode ser feito por aplicação de Botox, e/ou reconstrução do assoalho pélvico com telas, reposicionando a região da uretra de forma permanente. Antigamente havia um alto índice de retorno dessas correções, de até 70% em 10 anos. Porém, hoje a cirurgia já alcança 98% dos casos de sucesso.

Urodinâmica define tratamento
O exame de urodinâmica é capaz de detectar as causas da incontinência urinária. O procedimento é realizado a partir de um catéter inserido dentro da bexiga para infundir soro, que simula o enchimento natural da bexiga. O equipamento compreende o estudo da micção, pressão interna e fluxo urinário. A avaliação do fluxo urinário observa o seu jato, por meio de um registro gráfico, que controla o volume de urina que passa pela uretra em uma unidade de tempo (ml/s). Os fluxos mais representativos e reproduzíveis são aqueles com volumes entre 200 e 400 ml. É avaliada a pressão ao longo da uretra e a pressão de fechamento uretral. O procedimento também é capaz de monitorar os músculos do assoalho pélvico, por meio da eletromiografia. Dr. Paulo explica que o exame é muito simples, e enfatiza sua necessidade para verificar as causas da incontinência urinária. “A mulher dispõe de poucos minutos para o diagnóstico, para viver bem para o resto da vida”, conclui.

 
Escrito em 22 de jul de 2011

Saiba mais sobre o cálculo urinário

Categorias: Rim    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

O que são Cálculos Urinários

Os cálculos urinários são formados pela agregação de sais que compõem a urina, formando verdadeiras pedras.

De forma simplória, essas substâncias se agregam porque se encontram em altas concentrações na urina. “É fácil de entender quando tentamos dissolver sal de cozinha num copo de água. Até certo ponto, o sal dissolve completamente. No entanto, se acrescentarmos quantidades cada vez maiores de sal, observaremos a precipitação do sal no fundo do copo.” sumariza Dr. Otero Gil, urologista do Hospital 9 de Julho.

A urina também é uma solução, com substâncias variadas que podem facilitar ou dificultar a formação de cristais ou pedras. A solução da urina é dinâmica, ou seja, ela é lavada constantemente devido ao fluxo de urina dos rins até a bexiga.

De que são feitos

Os cálculos urinários podem ter várias composições, porém os tipos mais comuns são: oxalato de cálcio, fosfato de cálcio, ácido úrico, estruvita ( estes são cálculos formados durante infecção por certas bactérias), cistina.

Quem pode ser afetado

O problema de calculose urinária aflige cerca de 3% da população e costuma surgir entre os 20 e 40 anos de idade, fase bastante produtiva da vida. É mais comum no sexo masculino, com uma proporção de três homens para uma mulher. A hereditariedade é também um fator importante. Pessoas que formaram cálculo urinário têm 10% de chance de formarem novo cálculo em um ano e esta possibilidade aumenta para 50 % em dez anos.

Hidrate-se no verão

O urologista reforça ainda que a formação dos cálculos também tem relação com o clima, pois em períodos mais quentes do ano é mais comum a formação do cálculo. Isto acontece porque quando há maior transpiração ocorre concentração da urina facilitando os sais presentes a se agregarem e formarem um cálculo.

Atenção à alimentação

A dieta tem influência grande na formação de cálculos. É muito importante lembrar que a urina é constantemente lavada no aparelho urinário de forma muito rápida, portanto um cálculo deve ser formado rapidamente para que obstrua o fluxo normal (a cristalização de sais na urina com a consequente formação de um cálculo pode ocorrer em duas horas). Portanto excessos na dieta de substancias que favorecem a formação de cristais devem ser evitados.

Substâncias que favorecem a formação de cálculos: sal (o excesso de sal “rouba” água da urina, concentrando-a), substâncias ricas em oxalato – refrigerantes tipo cola, vegetais verde escuros (como a couve), molho inglês, excesso de purinas (muita carne, por exemplo).

Sintomas

Os cálculos urinários podem não causar nenhum sintoma. Mas, quando provocam alguma obstrução à eliminação da urina produzida pelo rim, podem causar “cólicas renais”, infecções urinárias, dilatação dos rins, dor para urinar, etc. Em casos extremos pode causar a perda da função do rim.

A dor causada pelos cálculos urinários se dá pela obstrução do aparelho urinário, o que causa aumento de pressão no sistema e cólica, sendo esta lombar na maioria dos casos com irradiação da dor para a parte inferior do abdome ou interior da coxa. Esta dor normalmente ocorre em surtos, pois há o aumento de pressão que causa a dor e, por mecanismos de proteção do rim, esta pressão abaixa e a dor cessa temporariamente, para depois retornar com muita intensidade.

Tratamento

De acordo com o médico, depois do tratamento inicial dos sintomas, é necessária avaliação cuidadosa. O tratamento depende do tamanho, localização, número de cálculos e dos sintomas associados.

Hoje em dia, grande parte dos cálculos pode ser tratada pela litotripsia extracorpórea, tratamento realizado com ondas de choque que fragmentam os cálculos, sendo que estes fragmentos são eliminados posteriormente pela urina.

Outra forma de tratamento bastante utilizada e eficaz é a fragmentação e extração dos cálculos através de aparelhos que penetram no corpo por orifícios naturais como a uretra (endoscopia urológica, ureteroscopia, cirurgias percutâneas). O tratamento é indolor, dispensa incisões e a recuperação é rápida. A fragmentação dos cálculos neste tipo de tratamento pode ser feita de diversas formas com uso de aparelhos de ultrassom, pneumáticos ou mais modernamente com uso de laser.

A escolha do tipo de tratamento depende de alguns fatores como localização do cálculo no aparelho urinário, tamanho e doenças associadas do paciente.

Além do tratamento dos cálculos existentes feito pelo médico urologista, é necessário que se previna do surgimento de novos cálculos. Isso pode ser feito com medidas simples como aumentar a quantidade de água ingerida e evitar o consumo de alguns alimentos. Algumas pessoas podem necessitar de medicação e da avaliação do médico nefrologista.

“As pessoas portadoras de cálculos urinários podem ser tratadas de maneira eficiente e indolor, desde que bem conduzidas por profissional habilitado. As medidas preventivas são de grande importância e devem ser adotadas após a investigação de cada caso.” conclui Dr. Otero Gil.

 
Escrito em 20 de mai de 2010

Quais são as especialidades oferecidas pelo Centro do Rim?

Categorias: Centro do Rim    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

O Centro do Rim do Hospital 9 de Julho conta com nefrologistas, equipe de enfermagem também voltada para a especialidade, nutricionista, psicóloga e assistente social. Além disso, existe um contato estreito com as demais especialidades médicas, como cardiologia, endocrinologia, cirurgia vascular e urologia.

 
Escrito em 09 de nov de 2009

Câncer de Próstata: quando procurar o Urologista?

Categorias: Falando em Saúde    Autor: Dr. Cid Zauli   
 

É muito comum observarmos dúvidas nos homens sobre a época certa de se procurar um urologista para a avaliação da próstata. E muitos também desconhecem a forma correta de como isso é realizado. Este artigo tem o objetivo orientar a comunidade masculina.

Todas as vezes que surgem dificuldades para urinar, independente da faixa etária, o urologista deve ser procurado. Por exemplo, nos casos de jato urinário fino com pouca pressão e lento; sensação de ter que urinar várias vezes na intenção de sentir a bexiga vazia (quando, no término da micção, há sempre a sensação de que está “sobrando” alguma urina no interior da bexiga). Forçar a micção, como se existisse algo impedindo a saída da urina, ardor para urinar e sinais de sangue também são sintomas a serem considerados.

Quando não há histórico de câncer de próstata nos familiares mais próximos, como pai, irmãos, avôs, o primeiro check up de próstata, mesmo que não haja queixas do paciente, deve ser feito a partir dos 45 anos. Agora, se há histórico na família, recomendamos o primeiro controle a partir dos 40 anos.

Para a avaliação, o urologista precisará realizar algumas perguntas sobre a presença de alguns sinais ou sintomas que possam ter relação com alguma doença de próstata. Ao contrário do que muitos pensam, o exame físico com o toque da próstata através do ânus ainda é INDISPENSÁVEL. Esse é o maior motivo para que o paciente retarde o primeiro check up, por receio de ser mal interpretado ou “levar alguém a pensar que ele gostou”. Por isso, não podemos dizer que o exame seja tranquilo, apesar de plenamente suportável. O paciente que nunca passou por um exame físico de próstata com toque chega apavorado para a primeira consulta. No entanto, eu mesmo posso constatar que, após o exame físico, a grande maioria dos pacientes concorda que o exame é muito mais constrangedor do que doloroso.

Para complementar, são necessários os exames de ultrasonografia, que é o exame de imagem para avaliar alguma anormalidade na textura da próstata (como a presença de um nódulo) e o exame para dosagem do PSA (Prostatic Specific Antigen – “Antígeno Específico da Próstata”). Esse último é feito através da coleta de sangue e tende a se alterar sempre quando há doença de próstata, principalmente um câncer. No entanto, outras situações também podem alterar o resultado, como relação sexual, andar de bicicleta e biópsia de próstata.

Agora que as dúvidas foram esclarecidas, está na hora de você avaliar se já chegou o seu momento de marcar uma consulta com um urologista. E procurar também encorajar todos os homens do seu convívio a fazer o mesmo.